Espanha prende suspeitos de ligação com o EI

Detidos são quatro homens que supostamente participavam de um círculo de imigração ilegal usado para infiltrar jihadistas na Europa. Eles chegaram ao país em meio ao grande fluxo de refugiados.A polícia espanhola prendeu nesta segunda-feira (28/11) quatro suspeitos de participarem de um círculo de imigração ilegal usado pela organização extremista "Estado Islâmico" (EI) para permitir a entrada de jihadistas na Europa. Segundo o Ministério espanhol do Interior, as autoridades suspeitam que os homens estivessem em contato com "ao menos um" dos dois supostos extremistas do EI presos em Salzburgo, na Áustria, pouco depois dos atentados em Paris, no dia 15 de novembro de 2015. No dia 10 de dezembro de 2015, a polícia austríaca prendeu o argelino Adel Haddadi e o paquistanês Mohamad Usman num centro de acolhimento a imigrantes em Salzburgo, em razão de suspeitas de que ambos tivessem conexão com a célula terrorista que realizou os ataques na capital francesa, que mataram 130 pessoas. Os investigadores acreditam que Haddadi e Usman teriam viajado para a ilha grega de Leros no dia 3 de outubro, juntamente com dois outros indivíduos, supostamente iraquianos, que realizaram um atentado suicida em frente ao Stade de France, em Paris, durante uma partida de futebol entre França e Alemanha. O argelino e o paquistanês chegaram a ser detidos pelas autoridades gregas durante 25 dias, por porte de passaportes sírios falsos. Após serem liberados, eles retomaram a rota migratória que os levou a Salzburgo no final de novembro. Os quatro homens presos na Espanha são suspeitos de ligação com um grupo que organizou a chegada de Haddadi e Usman à Europa, afirmou em comunicado o Ministério do Interior espanhol. As autoridades investigam se os suspeitos, cujas identidades não foram reveladas, também seriam integrantes do EI. Dois deles viviam na região da Galícia e outros dois na Andaluzia. Após os ataques de Partis, a Espanha aumentou as investigações sobre os círculos de imigração ilegal com o objetivo de "evitar que sejam utilizados por terroristas que desejam se infiltrar na Europa", segundo afirmou o Ministério. Desde então, as autoridades prenderam 168 pessoas por suspeita de envolvimento com grupos jihadistas. RC/afp/rtr

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