Hong Kong retira do mercado carne importada do Brasil

Após barrarem importação no início da semana, autoridades da região, maior importadora de carne bovina brasileira, ordenam recolhimento de produtos procedentes de frigoríficos investigados pela Polícia Federal.Maior importador de carne bovina do Brasil, Hong Kong ordenou nesta sexta-feira (24/03) o recolhimento da carne brasileira supostamente adulterada procedente dos frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca. A importação foi suspensa pelo território asiático no início da semana. O secretário de Saúde de Hong Kong, Ko Wing-man, anunciou a "retirada completa" do mercado de toda a "carne fresca, congelada e de ave" que tenha sido importada de estabelecimentos investigados, justificando que "os riscos à segurança alimentar não puderam ser completamente descartados". O político também informou que seis das 21 fábricas investigadas no Brasil exportaram carne a Hong Kong, mas não especificou o volume de carne brasileira bovina, suína ou de frango, bem como de seus derivados, que pode estar à disposição dos consumidores e comerciantes locais atualmente. Sobre os produtos que embarcaram com destino a Hong Kong antes de o próprio governo brasileiro embargar as exportações dos 21 frigoríficos suspeitos, Wing-man afirmou que esses itens ficarão retidos ao chegarem aos portos até que as investigações sejam concluídas. O episódio preocupa as autoridades brasileiras, já que Hong Kong representa um dos maiores mercados para a carne do Brasil, sendo o maior importador de carne bovina. Quando a proibição da importação foi anunciada na terça-feira passada, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o território estava recebendo atenção especial do governo brasileiro. A Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira passada, trouxe à tona suspeitas de irregularidades na produção e fiscalização do setor. Desde então, 14 países, além da União Europeia (UE), suspenderam a importação da carne brasileira. Segundo o Palácio do Planalto, as exportações nesse período caíram de 63 milhões de dólares diários a apenas 74 mil dólares. Três países baniram apenas as carnes dos 21 frigoríficos sob suspeita ou parte deles: África do Sul, Japão e Suíça. A UE também integra o grupo dos que optaram pela suspensão parcial. Outros onze países e territórios decidiram suspender temporária e integralmente a importação: Argélia, Bahamas, China, Chile, Egito, Hong Kong, Jamaica, México, Panamá, Qatar e Trinidad e Tobago. EK/ap/abr/ots

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