EUA impõem sanções a cientistas sírios em resposta a ataque químico

Departamento do Tesouro americano sanciona 271 funcionários de centro de pesquisa do governo sírio. Segundo Washington, órgão foi responsável pelo desenvolvimento da arma química usada em ataque no início do mês.O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (24/04) sanções contra 271 cientistas ligados ao regime do presidente da Síria, Bashar al-Assad, em resposta ao ataque químico ocorrido no início deste mês no país do Oriente Médio, deixando mais de 80 mortos. De acordo com o Departamento do Tesouro americano, os cientistas sancionados são especialistas em química do Centro de Pesquisa e Estudos Científicos da Síria, uma agência do governo em Damasco, que teriam trabalhado no "programa de armas químicas" desde pelo menos 2012. "Essas sanções se destinam ao centro científico que deu suporte ao terrível ataque com armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad contra homens, mulheres e crianças civis inocentes", declarou, em pronunciamento à imprensa, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. Ainda segundo o funcionário do governo Donald Trump, com essas medidas, Washington "envia a forte mensagem de que responsabilizará todo o regime de Assad por essas flagrantes violações dos direitos humanos, a fim de impedir a disseminação desse tipo de armas químicas bárbaras". As sanções significam o congelamento de todos os ativos nos Estados Unidos desses cientistas sírios, bem como a proibição de utilizar o sistema financeiro americano. Além disso, qualquer indivíduo ou empresa dos EUA está proibido de fazer negócios ou acordos com os funcionários sancionados. Washington afirma que o centro de pesquisa sírio foi responsável pelo desenvolvimento da arma química usada no ataque contra civis em Khan Cheikhoun, em 4 de abril. Desde o incidente, os EUA responsabilizam Damasco pelo atentado, chegando a lançar mísseis contra a Síria em retaliação. Assad, por sua vez, nega participação no ataque químico, declarando que ele foi "100% fabricado" para servir de pretexto para a operação militar americana contra uma base área em seu país. Exames realizados por uma delegação britânica do órgão de fiscalização de armas químicas da ONU, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), em amostras retiradas em Khan Cheikhoun, confirmaram a presença do gás letal sarin em vítimas do ataque. EK/afp/dpa/lusa/rtr/ots

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