Alemanha freia tendência de cada vez menos bebês

Estudo revela que taxa de mulheres que optam por não ter filhos se estabilizou nos últimos anos. Segundo Departamento Federal de Estatísticas, políticas públicas facilitaram conciliação de família e carreira.Depois de décadas de crescimento, a taxa de mulheres que optam por não ter filhos na Alemanha se estabilizou nos últimos anos. Um estudo do Departamento Federal de Estatísticas do país (Destatis), divulgado nesta quarta-feira (26/07), mostrou que o número vem permanecendo constante em 21%. Entre as mulheres nascidas em 1937, apenas 11% não tiveram filhos. A taxa foi caindo até chegar a cerca de um quinto entre as mulheres nascidas em 1967 e, a partir de então, se estabilizou. "A sociedade se tornou mais simpática a crianças. E isso parece ter tido um efeito", analisou o vice-presidente do Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha, Georg Thiel. O estudo mostrou ainda um aumento da taxa de mulheres com filhos entre aquelas com curso superior. Em 2016, cerca de 25% das mulheres desse grupo com idades entre 40 e 44 anos não tinham filhos, o que representa uma queda de 3 pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada em 2012. A pesquisa revelou também um aumento no número de filhos por mulher. Em 2016, a taxa ficou em 1,5, alcançando o nível registrado pela última vez em 1982. Envelhecimento populacional A estabilização da taxa de mulheres sem filho não se deve apenas ao fluxo de imigrantes dos últimos anos, afirma Olga Pötzsch, porta-voz do Destatis. Também entre mulheres nascidas na Alemanha, a tendência foi constadada. Como um dos fatores para essa estabilização, o estudo aponta políticas públicas que aumentaram o número de vagas em creches, o que facilitou a conciliação entre maternidade e trabalho. O desenvolvimento da economia do país e a queda no desemprego também contribuíram para essa tendência. Apesar dos números, o processo de envelhecimento demográfico do país não se estabilizou. A Alemanha, ao lado da Itália, Finlândia e Suíça, continua estando entre os países europeus com maior número de mulheres sem filhos. Thiel destaca que é difícil fazer um prognóstico sobre o envelhecimento demográfico, pois os números atuais são frágeis e a tendência de mulheres sem filhos pode voltar. Além disso, a expectativa de vida alta no país contribui para o envelhecimento da população. A pesquisa revelou também um recuo da família como modelo dominante. No ano passado, cerca metade da população (48%) vivia em família. Em 2008, esse número era de 51% e, em 1996, era de 57%. CN/dpa/rtr/ots

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