Primeiras denúncias em inquérito sobre Trump e Rússia

Segundo emissora CNN, procurador especial obtém aprovação das primeiras acusações na investigação sobre suposta interferência russa na eleição presidencial americana. Haveria preparativos para detenções já nesta segunda.Um grande júri federal dos EUA aprovou na sexta-feira, num tribunal de Washington, as primeiras denúncias dentro da investigação sobre a suposta interferência russa nas eleições americanas de 2016, liderada pelo procurador especial Robert Mueller, informou neste sábado (28/10) a rede de televisão CNN.

As acusações não foram tornadas públicas por ordem de um juiz federal, e também não foram informadas quais são as acusações e quem seria o alvo delas. Mas segundo a emissora, que cita fontes anônimas, foram realizados preparativos para que detenções possam ser realizadas a partir desta segunda-feira.

Ex-diretor do FBI, Mueller foi designado para comandar a investigação sobre a suposta interferência russa em maio, a fim de garantir a imparcialidade do inquérito. Ele apura ainda possíveis relações entre o governo em Moscou e a campanha à presidência de Donald Trump.

Trump alegou várias vezes, algumas delas através da rede social Twitter, que a investigação não é mais do que uma "caça às bruxas" contra ele.

Horas antes da divulgação pela CNN da informação sobre as primeiras acusações, Trump escreveu no Twitter que atualmente a maioria considera que "não houve complô" entre ele e Moscou e sim entre o Kremlin e a ex-candidata presidencial democrata Hillary Clinton.

Esta semana foi revelado que o Partido Democrata e a campanha de Hillary Clinton financiaram o dossier do ex-espião britânico Christopher Steele sobre as possíveis ligações de Trump com o Kremlin.

No âmbito da investigação do caso com a Rússia, liderada por Mueller, estão na mira, entre outros, o genro e assessor de Trump, Jared Kushner, seu ex-diretor de campanha Paul Manafort e o seu ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn.

Além da equipe dirigida por Mueller, várias comissões do Congresso americano estão realizando investigações paralelas.

MD/afp/lusa

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