Diplomata da UE diz que bloco vai reagir caso Venezuela não realize eleições livres

Segundo Federica Mogherini, União Europeia espera que regime chavista reveja decisão de antecipar pleito presidencial. "A UE está preparada para tomar decisões e reagir em função da situação."  A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, pediu nesta segunda-feira (26/02) que o regime venezuelano garanta a realização de eleições justas, reiterando que a União Europeia (UE) está pronta reagir caso isso não aconteça.

"A UE espera eleições livres e justas, a participação de todos os partidos políticos venezuelanos e uma composição revisada e equilibrada do Conselho Nacional Eleitoral", indicou Mogherini em coletiva de imprensa após uma reunião de chanceleres do bloco em Bruxelas.

"A UE está preparada para tomar decisões e reagir em função da situação", completou. "Obviamente, qualquer decisão que não garanta eleições livres, justas e credíveis nos obrigará a ponderar novas medidas", completou.

Nos últimos meses, a UE vem manifestando preocupação com a deterioração da situação na Venezuela e com a decisão do presidente Nicolás Maduro de antecipar a eleição presidencial para 22 de abril, uma medida que foi encarada como uma tentativa de sabotar a oposição..

Para a diplomata, "ainda há tempo para tomar decisões formais para que as coisas possam ir na direção de garantir eleições confiáveis".

A UE aprovou, em 22 de janeiro, sanções contra sete altos funcionários do governo Maduro por violações dos direitos humanos. Entre os alvos estão o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maikel Moreno, o ministro venezuelano do Interior e Justiça, Néstor Reverol e o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello, considerado o segundo homem mais forte do regime.

As sanções atingem ainda o diretor do Sebin (serviços secretos), Gustavo Enrique González, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, o procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte, Tarek William Saab e o ex-comandante da Guarda Nacional Bolivariana, António José Benavides.

As sanções incluem a proibição de viajar para a UE e o congelamento de bens. Em novembro de 2017, a UE aprovou ainda um embargo à venda de armamento e de material que pudesse vir a ser usado pelo Governo venezuelano para reprimir a população.

JPS/lusa/efe

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