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Milhares marcham contra armas nos EUA

24/03/2018 13h31

Convocados por estudantes sobreviventes do massacre na Flórida, atos estão programados em 800 cidades do país. Em Washington, é esperado um dos maiores protestos desde a Guerra do Vietnã.Milhares de americanos saíram às ruas em diversas cidades do país neste sábado (24/03) para pedir um maior controle de armas. Convocado por estudantes sobreviventes do recente massacre na Flórida, a expectativa é que os protestos sejam a maior manifestação antiarmas nos EUA dos últimos anos.

O principal ato, intitulado "Marcha das Nossas Vidas", acontece em Washington, onde os organizadores esperam receber 300 mil manifestantes. Se a previsão se confirmar, este será um dos maiores protestos no país desde a Guerra do Vietnã.

Leia também: O novo rosto do movimento antiarmas nos EUA

"Somos as pessoas que têm medo de ir para a escola, pois não sabemos se seremos os próximos. Nossa mensagem é que não vamos nos calar e continuaremos lutando. Nossa geração quer mudança”, afirmou Lauren Tilley, de 17 anos, que veio da Califórnia para participar do ato na capital americana.

Os manifestantes se reúnem em frente ao Capitólio, sede do Legislativo americano. Cartazes com a inscrição "Somos a mudança”, "Chega de silêncio” e criticando o lobby armas são levados pelos participantes. A rota da marcha deve passar em frente ao hotel Trump Internacional.

Diversos artistas, como Ariana Grande, Jennifer Hudson, Miley Cyrus e Demi Lovato também participam do ato e devem se apresentar no final da marcha.

O presidente americano, Donald Trump, porém, deixou Washington na sexta-feira e passará o fim de semana com sua família em Mar-a-Lago, na Flórida. Em comunicado, a Casa Branca elogiou a coragem dos jovens em exercer seus direitos e destacou que a segurança das crianças americanas é a principal prioridade do presidente.

Nunca mais

Sob o slogan "Nunca mais", mais de 800 atos estão programados em todo o país, segundo os organizadores. Milhares de manifestantes já se reuniram em Boston, Houston e Parkland. Nesta última, 20 mil pessoas participam da marcha que terminará em frente à escola palco do massacre que deixou 17 mortos em fevereiro.

Entre os manifestantes, há muitos jovens menores de 18 anos. Eles dizem que a liderança da juventude pode ser o diferencial que faltava para impulsionar uma legislação mais restritiva em relação às armas no país. Uma pesquisa recente revelou que 69% dos americanos apoiam essa mudança.

Os Estados Unidos têm mais de 30 mil mortes relacionadas a armas anualmente. Após o massacre na Flórida, os estudantes do colégio Stoneman Douglas lideraram uma campanha nacional de controle de armas, que forçou uma nova lei sobre o limite de idade para compra de armamento no estado.

Trump, que recebeu uma enxurrada de críticas ao sugerir armar professores nas escolas, chegou a sinalizar certo apoio à redução do acesso às armas, como elevar o limite de idade para compra de 18 a 21 anos. Ele acabou voltando atrás mais tarde, e chegou a ser acusado por seus opositores de fazer lobby para a Associação Nacional do Rifle (NRA).

CN/afp/ap

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