Para Al Qaeda, proclamação de califado pelo Estado Islâmico é "ilegal"

Em Nouakchott (Mauritânia)

O emir para a região do Grande Saara da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), Jemal Oukacha, considera "ilegal" do ponto de vista muçulmano a proclamação de um califado pelo autoproclamado Estado Islâmico (EI) na região da Síria e do Iraque.

"Não reconhecemos a legalidade deste califado e não consideramos legítimos os pedidos feitos em lealdade a ele. O califado não está na via defendida pelo profeta (Maomé), que é a da shura (princípio da consulta), o consenso da comunidade, a misericórdia e a indulgência com os crentes, e que se baseia na justiça e no bom senso", afirma o argelino conhecido como Yahya Abu al-Hammam, em entrevista ao site mauritano "Al Akhbar", que costuma ter acesso aos grupos jihadistas.

Ele diz que a via do profeta não é a de semear a discórdia entre os grupos que trabalham pelo sucesso do islã.

"Não reconhecemos esta organização e não vemos que seja dever de nenhum muçulmano prestar-lhe lealdade", insiste ele, ressaltando que a ideia do califado é uma noção puramente legal, e não política, do ponto de vista islâmico. Por essa razão, explica, todos os pedidos de lealdade de grupos do Estado Islâmico perderam o valor no momento em que o califado foi proclamado.

Al Qaeda e Estado Islâmico mantêm, principalmente na África, uma luta pela hegemonia dos grupos jihadistas presentes na Nigéria, no Mali e na Somália.

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