Grupo Al Shabab reivindica atentado em avião da companhia Daallo Airlines

Mogadíscio, 13 fev (EFE).- O grupo jihadista somali Al Shabab reivindicou neste sábado (13) o atentado contra o avião da companhia aérea do Djibuti Daallo Airlines que teve que fazer uma aterrisagem de emergência na capital, Mogadício, no começo deste mês, após a explosão de uma bomba que abriu um buraco na fuselagem.

O alvo do Al Shabab eram "dezenas de oficiais ocidentais de inteligência" e membros do contingente turco na Otan que viajavam no avião com destino ao Djibuti, segundo um comunicado dos terroristas divulgado por meios de comunicação somalis.

Os radicais atuaram contra o avião, que decolou desde o Aeroporto Internacional Aden Adde de Mogadício, em represália pelos "crimes cometidos contra os muçulmanos".

A bomba estava hospedada em um computador, que a princípio tinha como destino um avião da Turkish Airlines cujo voo foi cancelado pelo mau tempo e os passageiros foram transferidos ao voo da companhia aérea africana.

A explosão aconteceu 20 minutos depois que o voo decolou desde o aeroporto de Mogadício rumo ao Djibuti e abriu um grande buraco na fuselagem da aeronave.

O piloto teve que realizar uma aterrissagem de emergência no aeroporto da capital somali, manobra que permitiu salvar a vida de todos os passageiros, exceto uma pessoa que foi jogada para fora do avião, aparentemente o terrorista suicida.

Cerca de 25 pessoas foram detidas com relação ao atentado, embora suspeite-se que o terrorista suicida pode ser um homem cujo corpo foi achado na cidade de Balad, 30 quilômetros ao norte de Mogadício, segundo fontes policiais.

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