Principal coalizão síria se compromete a cumprir trégua de "duas semanas"

Riad, 24 fev (EFE).- A Comissão Suprema para as Negociações (CSN), a principal coalizão opositora síria, anunciou nesta quarta-feira o compromisso de fazer com que a "trégua temporária" estipulada por Rússia e Estados Unidos na Síria se estenda "por um período de duas semanas".

Em comunicado divulgado de Riad, a CSN também apresentou 17 observações sobre o acordo de cessar-fogo para "garantir o sucesso da trégua, pois a aplicação dos artigos do texto proposto deve ser precedida da aplicação de exigências eficazes para proteger os civis sírios e criar condições necessárias para o avanço do processo de paz".

O Departamento de Estado americano revelou na segunda-feira que Washington, que apoia a oposição, e Moscou, aliada do regime de Damasco, tinham firmado um cessar-fogo na Síria, que entrará em vigor no dia 27.

Tanto o governo de Damasco como a CSN já tinham mostrado disposição em aceitar o acordo para a cessação da violência. Segundo a oposição, uma trégua de duas semanas "representa uma oportunidade para comprovar a seriedade da outra parte com o cumprimento dos artigos do acordo".

Entre as observações, a comissão repudia o fato de que, segundo ela, a Rússia constitua uma parte deste acordo enquanto é "parceira nas operações hostis".

Além disso, ressaltou "a necessidade de os amigos da Síria interferirem para que obriguem a Rússia a deter suas operações militares e paramilitares sobre o território sírio".

A coalizão opositora denunciou que o acordo ignora o papel da Rússia e do Irã "nas operações hostis, no bombardeio de civis, no cerco de civis e na privação de alimentos ao povo".

No último dia 22, a CSN anunciou que aceitaria "provisoriamente" o acordo firmado entre Rússia e EUA para um cessar-fogo temporário. A CSN advertiu então que, antes de dar sua "aprovação final a todo o acordo", deveria estudá-lo ponto a ponto e receber garantias da ONU.

No dia 15 de março se completarão cinco anos desde o início do conflito na Síria, que já causou mais de 260 mil mortes, de acordo com dados da ONG Observatório sírio de Direitos Humanos.

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