EI executa 15 integrantes após morte de dirigente em bombardeio

  • AFP

Cairo, 3 abr (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) executou 15 de seus "agentes de segurança" após a morte de um importante dirigente do grupo, na quarta-feira passada, em um bombardeio aéreo no norte da Síria, informou neste domingo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG explicou em comunicado que essas 15 pessoas integram um grupo de 35 "agentes" do EI que foram detidos após o bombardeio, supostamente lançado pela coalizão internacional liderada pelos EUA e que tirou a vida do responsável militar do grupo Abu al Hiya al Tunisi.

O diretor do Observatório, Rami Abdulrahman, disse à Agência Efe que a execução ocorreu ontem depois que o EI os acusasse de "espionagem a favor de partes estrangeiras".

Em 30 de março, um avião não-tripulado bombardeou o veículo em que estava Al Tunisi nos arredores da cidade de Al Raqqa, principal reduto do EI em território sírio.

Além disso, o Observatório, cuja sede se encontra em Londres e goza de uma ampla rede de ativistas na Síria, indicou que um dos executados era norte-africano e ocupava um alto cargo no grupo terrorista, embora não tenha oferecido mais detalhes.

As execuções ocorreram ontem no quartel de Al Talaya, situado ao sul de Al Raqqa.

O Observatório, que definiu a execução como a maior registrada nas fileiras dos "agentes" de segurança do grupo, ressaltou que as mortes foram ordenadas pela cúpula do EI em Mossul (Iraque).

Al Tunisi tinha sido enviado desde Iraque pelo líder do EI, Abu Bakr al Bagdadi, para supervisionar as operações militares da organização na província noroeste síria de Aleppo.

Como resultado do ataque, Al Tunisi morreu junto a um acompanhante que não se sabe se era o motorista do veículo ou outro líder jihadista.

Nas últimas semanas, vários dirigentes do EI morreram em bombardeios.

Em 25 de março, Washington anunciou que acreditava ter matado o número dois e "ministro das Finanças" dos radicais, Abd al Rahman Mustafa al Qaduli, também na Síria.

Pelo menos 4.108 membros do EI perderam a vida durante o último ano e meio por bombardeios da coalizão internacional na Síria, segundo os dados divulgados há dois dias pelo Observatório.

O EI reivindicou a autoria dos atentados de Bruxelas de 22 de março, no qual 32 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas. 

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