Líder da oposição sul-sudanesa retorna a Juba para assumir vice-presidência

(Atualiza com declarações de Riek Machar).

Juba, 26 abr (EFE).- O líder da oposição sul-sudanesa e vice-presidente designado, Riek Machar, chegou nesta terça-feira a Juba para jurar o cargo, em cumprimento com o acordo de paz assinado entre o governo e os rebeldes em agosto passado.

Segundo pôde constatar a Agência Efe, o avião no qual viajava Machar - cujo retorno estava previsto para o último dia 18, mas foi atrasado por desavenças com as autoridades - aterrissou nesta tarde no aeroporto de Juba.

Machar foi ao palácio presidencial para assumir o cargo como primeiro vice-presidente do líder do país, Salva Kiir, que foi designado em 11 de fevereiro.

Ao chegar ao aeroporto, Machar afirmou que o estabelecimento da paz no Sudão do Sul requer uma reconciliação nacional e assistência humanitária aos civis afetados pelo conflito.

"Há desafios que queremos superar, entre eles a estabilidade no âmbito de segurança, porque não podemos aplicar o acordo de paz sem estabilidade (nesse campo)", detalhou em entrevista à imprensa.

Para isso, acrescentou que "é necessário um cessar-fogo em todas as partes do país, além de estabilidade econômica e a volta dos deslocados a suas regiões" de origem.

A volta do líder rebelde a Juba atrasou diversas vezes nas últimas semanas, devido às diferenças com o governo sobre as armas e os soldados que o acompanhariam.

Ontem, o chefe do Estado-Maior da oposição sul-sudanesa, o general Simon Gatwech, chegou a Juba para preparar a chegada de Machar, e o próximo passo será a formação de um governo de união nacional, segundo o estabelecido no acordo de paz.

Machar retorna finalmente à capital dois anos depois que deixaram a cidade após a explosão de um conflito entre suas forças e as tropas governamentais em meados de dezembro de 2013.

Naquele momento, o presidente Kiir, da etnia dinka, denunciou uma tentativa de golpe de Estado liderado por Machar, da etnia nuer, e seu vice-presidente.

Calcula-se que desde então morreram centenas de milhares de sul-sudaneses no conflito, que deixou também mais de dois milhões de deslocados e refugiados, segundo números da ONU.

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