Milionário Robert Durst é condenado a 7 anos de prisão nos EUA

Austin (EUA), 27 abr (EFE).- Um juiz federal de Nova Orleans, nos Estados Unidos, condenou nesta quarta-feira a sete anos e um mês de prisão o excêntrico milionário Robert Durst, que admitiu sua culpa por posse ilegal de armas.

Em uma breve audiência, o juiz Kirk Engelhardt confirmou o acordo alcançado há algumas semanas entre Durst e a procuradoria e também aprovou a transferência do magnata do setor imobiliário para uma prisão de Los Angeles, onde enfrenta um processo por homicídio.

Segundo o "The New York Times", Durst, de 73 anos, ficará na prisão de Terminal Island à espera da instrução formal das acusações, prevista para o dia 18 de agosto, pelo assassinato da escritora Susan Berman no ano 2000.

Trata-se da mesma prisão na qual estiveram presos criminosos ilustres como o mafioso Al Capone e o 'serial killer' Charles Manson.

Durst afirmou hoje diante do juiz que esperou durante um ano, desde a sua detenção em Nova Orleans pelo processo de posse ilegal de armas, por sua transferência para Los Angeles para poder se declarar "inocente" do assassinato.

O excêntrico milionário, um dos herdeiros de uma próspera família nova-iorquina que enriqueceu com seus negócios no ramo imobiliário, está há mais de três décadas na mira da Justiça como suspeito de vários crimes violentos que não foram solucionados.

A história do magnata foi compilada em um documentário da emissora "HBO" que incluiu algumas declarações suas em que reconhecia os crimes.

A esposa de Robert Durst, Kathleen McCormack, desapareceu sem deixar qualquer vestígio em 1982, após manifestar seu desejo de se divorciar de seu marido, em um caso que, desde então, segue sem solução.

No ano 2000, a escritora Susan Berman, amiga de Durst e que até então tinha intercedido a seu favor, foi encontrada morta com um disparo na cabeça pouco antes de ser interrogada pela polícia sobre o ocorrido com Kathleen, depois que a investigação foi reaberta.

Um ano mais tarde, Durst foi acusado de assassinar uma pessoa em uma cidade do Texas, cujos restos mortais apareceram boiando no mar. Porém, em 2003, o magnata foi absolvido do homicídio apesar de ter admitido que tinha esquartejado o corpo dessa pessoa.

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