Paquistão confirma morte do líder talibã, mulá Mansour, após análise de DNA

Islamabad, 29 mai (EFE).- O governo do Paquistão confirmou neste domingo a morte há uma semana do líder dos talibãs afegãos, o mulá Mansour, no bombardeio de um drone americano em seu território, após os exames de DNA realizados no corpo encontrado no local do ataque aéreo.

"Foi verificado que o morto era o antigo emir dos talibãs afegãos, o mulá Akhtar Mansour", indicou um porta-voz do Ministério do Interior paquistanês em comunicado.

O DNA de Mansour foi comparado com o de um familiar "próximo" que viajou até o Paquistão desde o vizinho Afeganistão para reivindicar o corpo do ex-líder talibã, segundo a nota.

Islamabad só tinha confirmado até agora a identidade do outro morto no ataque do drone, o motorista Mohammed Azam, e apesar de na quinta-feira passada ter manifestado que "tudo" apontava que o outro morto era Mansour, insistiu que era necessário aguardar aos resultados dos exames de DNA.

O ex-líder talibã e Azam morreram no sábado passado pelo impacto de um avião não-tripulado dos Estados Unidos enquanto viajavam em um veículo pela estrada de Kochaki, ao longo da fronteira entre Paquistão e Afeganistão.

As autoridades recuperaram um passaporte paquistanês em nome de Wali Muhammed do local onde o drone caiu na província oriental de Baluchistão, e agora acredita-se que o ex-chefe talibã viajava ao Irã e Emirados Árabes Unidos.

A confirmação paquistanesa ocorre uma semana após que o Afeganistão e Estados Unidos confirmarem a morte de Mansour, fato que os próprios talibãs reconheceram na quarta-feira passada ao nomear o clérigo mulá Hibatullah como seu sucessor.

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