Aumentam para 131 os membros do EI mortos em combates no Afeganistão

Cabul, 26 jun (EFE).- Pelo menos 131 membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) morreram nos últimos três dias em combates com as forças de segurança afegãs na província oriental de Nangarhar, considerada o reduto dos insurgentes no Afeganistão.

Os enfrentamentos, que ainda continuam, começaram na sexta-feira quando centenas de membros do EI atacaram vários postos policiais e aldeias no distrito de Kott, explicou neste domingo à Agência Efe o porta-voz do governador provincial, Attaullah Khogyani.

Segundo o porta-voz, outros 40 insurgentes ficaram feridos durante os enfrentamentos, nos quais além disso morreram pelo menos sete civis e cinco membros das forças de segurança afegãs.

O número de vítimas entre as tropas afegãs se deve porque estas realizaram bombardeios aéreos e com morteiro para fazer frente aos jihadistas, anotou Khogyani.

O presidente da Federação Afegã de Sociedades Civis, um grupo independente de pressão com presença em Nangarhar, Sediqullah Ansari, revelou hoje em Cabul que alguns locais, "após serem assassinados, são depois brutalmente esquartejados com facas".

Ansari garantiu que os insurgentes ainda possuem acampamentos em vários distritos de Nangarhar, como Kott e Achin, por isso que criticou as declarações de quinta-feira do Ministério da Defesa afegão, que anunciou que o EI tinha sido "derrotado e eliminado" no Afeganistão.

Um residente de uma das aldeias atacadas em Kott, Fazal Maulah, explicou à Agência Efe após a entrevista coletiva em Cabul que viu como os membros do Daesh (acrônimo em árabe do EI) mataram duas crianças de 5 e 8 anos, filhos de um comandante local.

Além disso "ainda estão sequestradas cerca de 30 mulheres, mais de 20 crianças e alguns idosos (...) Também queimaram dezenas de casas e havia tanta fumaça que era muito complicado encontrar o caminho para escapar inclusive durante o dia", explicou Maulah.

A instabilidade no Afeganistão aumentou desde o fim da missão militar da Otan em dezembro de 2014 e os insurgentes, sobretudo os talibãs, foram avançando no controle do país assim como na frequência e magnitude dos atentados.

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