Ataques do EI contra postos de controle do exército deixam 32 mortos no Iêmen

(Atualiza número de vítimas).

Sana, 27 jun (EFE).- Ao menos 32 soldados morreram e 25 pessoas ficaram feridas nesta segunda-feira em diversas explosões contra postos de controle do exército na cidade de Al Mukalla, no sudeste do Iêmen, em ataques reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Segundo funcionários do hospital Ibn Sina, o centro médico recebeu 32 corpos de militares e de combatentes pró-governo. Além disso, 25 pessoas foram internadas, entre militares e civis que passavam pelo local no momento dos ataques.

Uma fonte, que preferiu não se identificar, detalhou que ocorreram quatro explosões, uma delas causada por um terrorista suicida que usava um colete com explosivos, enquanto as outras três foram produzidas por bombas que explodiram perto de postos de controle.

O terrorista suicida se detonou no meio de um grupo de militares que estava tomando o "iftar", refeição que os muçulmanos usam para quebrar o jejum diurno ao cair da noite durante o Ramadã. Os soldados estavam reunidos na frente de um quartel dos serviços secretos do exército iemenita.

Os três artefatos explosivos de fabricação caseira explodiram pouco depois e de forma consecutiva em postos de controle militares, onde tinham sido entregues como pacotes de comida para o iftar.

A agência de notícias "Amaq", associada ao EI, informou sobre este ataque e garantiu que foi realizado pelos jihadistas, que mataram mais de 50 militares, segundo esta fonte.

Também marca presença em Al Mukala a organização radical Al Qaeda na Península Arábica, que controlou a capital da província de Hadramut durante um ano até sua libertação pelo exército iemenita no final de abril passado.

Em maio deste ano, pelo menos 12 aspirantes a policiais morreram e 30 ficaram feridos em um ataque suicida contra uma delegacia da cidade.

Pouco dias antes, 13 soldados perderam a vida e dezenas ficaram feridos em um triplo ataque suicida com carros-bomba em um quartel da mesma cidade. Ambos os ataques contra as forças de segurança leais ao presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, foram reivindicados pelo EI.

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