EUA colaboram com Brasil e Uruguai em busca de ex-preso de Guantánamo

Em Montevidéu

  • Matilde Campodonico/Associated Press

    Jihad Diyab, que morava em Montevidéu, pode ter entrado no Brasil

    Jihad Diyab, que morava em Montevidéu, pode ter entrado no Brasil

Os Estados Unidos afirmaram estar colaborando para descobrir o paradeiro do ex-preso de Guantánamo amparado como refugiado no Uruguai e que neste mês fugiu do país, disse nesta quinta-feira o encarregado de negócios da embaixada americana em Montevidéu, Brad Freden.

O ministro do Interior do Uruguai, Eduardo Bonomi, confirmou que o sírio Jihad Ahmad Diyab, um os seis ex-reclusos de Guantánamo que foram amparados como refugiados no país em dezembro de 2014, cruzou a fronteira e seguiu presumivelmente ao Brasil.

"Estamos cooperando com o Uruguai e com o Brasil. Em um sentido mais amplo, o que estamos fazendo é trabalhar com o Uruguai para que a realocação dos ex-presidiários no país seja um sucesso", declarou Freden, que disse não querer falar publicamente sobre as conversas diplomáticas a respeito do assunto.

Freden comentou que os outros cinco refugiados continuam no país e estão cada vez mais integrados à sociedade uruguaia. Ao todo, quatro sírios, um tunisiano e um palestino foram amparados no Uruguai como parte do compromisso assumido pelo então presidente, José Mujica, de colaborar com o colega americano, Barack Obama, no plano de fechamento da prisão de Guantánamo.

O representante da embaixada americana também expressou que os EUA trabalham com Brasil e Uruguai para tentar aumentar a segurança nas fronteiras sem causar problemas à troca comercial.

As declarações da embaixada dos EUA no Uruguai foram feitas em meio às celebrações do 240º aniversário da independência americana, comemorado no dia 4 de julho.

A reunião, que aconteceu na residência oficial de Freden em Montevidéu, também serviu para se despedir do Uruguai após três anos de trabalho e anunciar a chegada de sua substituta, Kelly Keiderling, em 6 de julho.

Em discurso, Freden disse que "as relações entre Uruguai e EUA estão mais fortes do que nunca" e que se baseia em "valores democráticos compartilhados".

Além disso, destacou que a relação econômica entre ambas as economias "é estreita, continua a se fortalecer" e que mais de 130 empresas dos EUA operam no Uruguai e empregam de forma direta ou indireta mais de 20 mil uruguaios.

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