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EUA colaboram com Brasil e Uruguai em busca de ex-preso de Guantánamo

Jihad Diyab, que morava em Montevidéu, pode ter entrado no Brasil - Matilde Campodonico/Associated Press
Jihad Diyab, que morava em Montevidéu, pode ter entrado no Brasil Imagem: Matilde Campodonico/Associated Press

Em Montevidéu

30/06/2016 19h05

Os Estados Unidos afirmaram estar colaborando para descobrir o paradeiro do ex-preso de Guantánamo amparado como refugiado no Uruguai e que neste mês fugiu do país, disse nesta quinta-feira o encarregado de negócios da embaixada americana em Montevidéu, Brad Freden.

O ministro do Interior do Uruguai, Eduardo Bonomi, confirmou que o sírio Jihad Ahmad Diyab, um os seis ex-reclusos de Guantánamo que foram amparados como refugiados no país em dezembro de 2014, cruzou a fronteira e seguiu presumivelmente ao Brasil.

"Estamos cooperando com o Uruguai e com o Brasil. Em um sentido mais amplo, o que estamos fazendo é trabalhar com o Uruguai para que a realocação dos ex-presidiários no país seja um sucesso", declarou Freden, que disse não querer falar publicamente sobre as conversas diplomáticas a respeito do assunto.

Freden comentou que os outros cinco refugiados continuam no país e estão cada vez mais integrados à sociedade uruguaia. Ao todo, quatro sírios, um tunisiano e um palestino foram amparados no Uruguai como parte do compromisso assumido pelo então presidente, José Mujica, de colaborar com o colega americano, Barack Obama, no plano de fechamento da prisão de Guantánamo.

O representante da embaixada americana também expressou que os EUA trabalham com Brasil e Uruguai para tentar aumentar a segurança nas fronteiras sem causar problemas à troca comercial.

As declarações da embaixada dos EUA no Uruguai foram feitas em meio às celebrações do 240º aniversário da independência americana, comemorado no dia 4 de julho.

A reunião, que aconteceu na residência oficial de Freden em Montevidéu, também serviu para se despedir do Uruguai após três anos de trabalho e anunciar a chegada de sua substituta, Kelly Keiderling, em 6 de julho.

Em discurso, Freden disse que "as relações entre Uruguai e EUA estão mais fortes do que nunca" e que se baseia em "valores democráticos compartilhados".

Além disso, destacou que a relação econômica entre ambas as economias "é estreita, continua a se fortalecer" e que mais de 130 empresas dos EUA operam no Uruguai e empregam de forma direta ou indireta mais de 20 mil uruguaios.