Manifestantes recebem acusações por ataque a membros do Ku Klux Klan

Los Angeles (EUA), 30 jun (EFE).- Um promotor da Califórnia (EUA) apresentou na quinta-feira acusações contra sete manifestantes que foram presos durante confronto com membros do Ku Klux Klan (KKK) em um evento realizado pela organização racista em Anaheim, na Califórnia, em fevereiro deste ano.

Os acusados são cinco homens, três deles latino-americanos, e duas mulheres, que foram acusados de roubo, agressão física e resistência à prisão.

"Trata-se da mentalidade de uma multidão que se tornou violenta, que fechou ruas e ameaçou a comunidade como um todo", explicou em comunicado Tony Rackauckas, promotor do Condado Orange.

Os incidentes aconteceram no dia 27 de fevereiro, quando membros do KKK convocaram uma passeata em um parque da cidade para atrair novos seguidores.

Após conhecer a convocação, dezenas de moradores e opositores do grupo que promove a supremacia da raça branca seguiram para a praça um pouco antes e quando os integrantes do KKK chegaram ao local, vestidos de negro e a bordo de veículos, aconteceu o incidente.

Segundo a promotoria, a caminhonete onde encontravam os membros do grupo racista foi rodeada pelos manifestantes e quando eles desceram do veículo, teve início o confronto, que deixou diversas pessoas feridas.

"Nosso escritório não tolera nenhuma mensagem de ódio, violência ou justiça pelas próprias mãos", ressaltou Rackauckas.

No total, esse dia foram detidas 12 pessoas, incluídos cinco membros da organização racista, mas no final não foram acusados de qualquer crime.

Os sete acusados terão que se apresentar no tribunal no final de julho, enquanto outro suspeito, que ainda não foi identificado, é procurado pela Promotoria.

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