Líder pró-Rússia fica gravemente ferido em atentado com bomba em Lugansk

Kiev, 6 ago (EFE).- O pró-Rússia Igor Plotnitski, líder separatista da região ucraniana de Lugansk, ficou gravemente ferido neste sábado em um atentado com bomba, segundo informam as autoridades rebeldes.

"Plotnitski foi ferido nesta manhã como resultado de uma potente bomba que explodiu perto de seu automóvel", afirmou a fonte a veículos de imprensa locais.

Um porta-voz do hospital onde o dirigente insurgente está sendo tratado afirmou que "seu estado é grave".

"Está sendo operado", acrescentou.

A bomba, que explodiu no centro da capital regional durante a passagem do veículo, também deixou feridos dois acompanhantes do separatista que viajavam no veículo e causou danos nas fachadas dos edifícios próximos.

Fontes separatistas informaram à imprensa russa que a principal versão do atentado aponta para uma bomba colocada por uma unidade de sabotagem ucraniana.

Contudo, o representante da autoproclamada república popular de Lugansk nas negociações de paz, Vladislav Deinego, disse que "nenhuma provocação pode influenciar no processo de Minsk".

"Não se deve cair nas provocações do inimigo. Continuaremos respeitando os Acordos de Minsk. Não estamos falando de retomar os combates por nossa parte", afirmou.

O leste da Ucrânia, onde rege teoricamente um cessar-fogo desde a assinatura dos Acordos de Minsk de fevereiro de 2015, vive nas últimas semanas uma escalada de tensão devido ao aumento dos conflitos que custaram a vida tanto de milicianos rebeldes como de soldados ucranianos.

Precisamente, o líder da autoproclamada república popular de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko, advertiu ontem que Kiev segue apostando por uma solução militar ao conflito, que já deixou mais de 10 mil mortos.

"Do outro lado da linha da frente está todo preparado para uma ofensiva", alertou.

As negociações de paz estão estagnadas, entre outras coisas, pela falta de acordo sobre as eleições nas zonas controladas pelos separatistas, já que Kiev exige garantias de segurança e a presença de observadores internacionais.

Além disso, a Ucrânia reivindica o controle da fronteira entre as regiões de Donetsk e Lugansk e território russo, enquanto Moscou pede a Kiev que aprove antes uma lei que outorgue um status especial às zonas separatistas.

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