Funcionário do Pnud é processado por Israel por ajuda ao Hamas

Jerusalém, 9 ago (EFE).- O Ministério israelense das Relações Exteriores comunicou a funcionários de alta categoria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em Nova York e Israel sobre a detenção de um de seus trabalhadores na zona para ajudar o movimento islamita Hamas, organização considerada terrorista neste país.

Segundo uma carta que o diretor do Ministério, Dori Gold, enviou à administradora do Pnud, Helen Clark, um engenheiro identificado como Waheed Abdallah Borsh foi acusado de "ajudar o Hamas, a promover assistência material para seus esforços militares contra Israel".

A carta foi divulgada pelo departamento após revelar que o serviço de inteligência interno Shabak processou Abdallah Borsh por crime contra a segurança do Estado, o segundo caso deste tipo em uma semana.

Na semana passada, o Shabak acusou de crimes similares o diretor da ONG World Vision, Mohammed el Halabi, que, segundo Israel, teria desviado fundos milionários para atividades da milícia armada do Hamas.

"Israel espera que a ONU, e especialmente suas agências de ajuda, condenem de forma unânime o abuso que o Hamas faz do sistema de ajuda humanitária e que adote medidas concretas para garantir que as atividades humanitárias realmente ajudam àqueles em necessidade em Gaza, ao invés de ajudar os líderes terroristas do Hamas", indica o comunicado ministerial.

Abdallah Borsh, de 38 anos e morador de Jabalya, no norte de Gaza, foi detido em 16 de julho e acusado formalmente hoje perante o tribunal do distrito de Be'er Sheva (sul de Israel).

Encarregado de projetos de reconstrução no Pnud, Borsh foi acusado de assistir em diferentes instâncias ao Hamas, movimento islamita palestino que governa de fato em Gaza e é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel.

As Nações Unidas se manifestaram sopbre o assunt e disseram que irão cooperar com Israel para esclarecer o caso.

Em comunicado do próprio Pnud, a ONU lembrou que tem "tolerância zero" perante qualquer proceder inadequado em seus projetos e programas e apontou que "cooperará totalmente com as autoridades no caso".

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