Mundo condena 5º teste nuclear da Coreia do Norte; Obama propõe "sérias consequências"

Em Washington

  • Kim Hong-Ji/Reuters

Representantes de diversos países e de organismos internacionais condenaram, nesta sexta-feira (09), a realização de mais um teste nuclear pela Coreia do Norte, o quinto e mais poderoso colocado em prática pelo regime de Kim Jong-un.

A Coreia do Norte confirmou em sua televisão estatal que realizou seu quinto teste nuclear, no dia em que o país comemora o 68º aniversário de sua fundação. "A detonação atômica aconteceu com sucesso", disse a locutora Ri Chun-hee, encarregada de divulgar os principais anúncios do regime, em um breve espaço informativo especial emitido pela televisão estatal "KCTV".

O novo teste atômico é uma "medida de resposta aos EUA e a nossos inimigos que nos sancionaram, negando nosso status de orgulhosa potência nuclear e criticando nossas ações baseadas no direito à autodefesa", expressou a locutora do meio estatal. "Vamos continuar reforçando nossas capacidades para impulsionar nossa força nuclear", concluiu.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs aos países "aliados e parceiros" que o fato tenha "sérias consequências", segundo informou a Casa Branca em comunicado. Obama qualificou de "provocação" o teste nuclear e reiterou "o compromisso inquebrantável dos EUA com a segurança dos aliados na Ásia e no mundo todo".

Nesse sentido, Obama conversou com a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, e com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. Isto após receber um relatório por parte da assessora de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, sobre a atividade sísmica registrada na Coreia do Norte e provocada pelo teste nuclear.

Obama estava a bordo do avião presidencial Air Force One, com o qual retornou aos EUA proveniente de uma viagem pela Ásia. "O presidente indicou que seguirá as consultas com nossos aliados e parceiros durante os próximos dias para assegurar que as ações provocadoras da Coreia do Norte tenhas sérias consequências", disse a Casa Branca no comunicado.

Mais reações

O chanceler russo, Serguei Lavrov, declarou estar seriamente preocupado com o teste.  "As resoluções do Conselho de Segurança devem ser estritamente implementadas e devemos enviar esta mensagem de maneira muito forte", disse.

A China expressou sua firme oposição ao teste. "Hoje, a RPDC (República Popular e Democrática da Coreia) realizou novamente um teste nuclear, apesar da oposição geral da comunidade internacional, teste ao qual o governo chinês se opõe firmemente", afirma o ministério chinês das Relações Exteriores em um comunicado.

É "muito preocupante e lamentável", afirmou nesta sexta-feira o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em um comunicado. "É uma flagrante violação de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e um menosprezo total dos repetidos pedidos da comunidade internacional. É um ato muito preocupante e lamentável", declarou Yuyika Amano.

A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, condenou "energicamente" o teste, já que representa uma "clara violação" das resoluções da ONU e também um "ato de desafio contra a comunidade internacional", segundo o comunicado.

O ministro japonês das Relações Exteriores, Fumio Kishida, declarou que apresentará um "enérgico protesto" e recorrerá ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. (Com informações da AFP)

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