Presidente do Equador diz que Lula e Dilma são "perseguidos políticos" da direita

Em Quito

  • Dolores Ochoa/AP

    Dilma Rousseff visitou o presidente Rafael Correa em janeiro de 2016

    Dilma Rousseff visitou o presidente Rafael Correa em janeiro de 2016

O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou neste sábado que os ex-presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, assim como a ex-governante argentina Cristina Kirchner, são os verdadeiros "perseguidos políticos" na América Latina por parte dos grupos de direita.

Em seu habitual relatório dos sábados transmitido em rádio e na TV, apesar de ter sido gravado na véspera, Correa afirmou que os processos judiciais que os três ex-presidentes enfrentam fazem parte dessa perseguição da direita que tenta recuperar a hegemonia na região.

Ele lamentou o impeachment de Dilma, assim como os processos judiciais por suposta corrupção contra Lula e Cristina, após afirmar que na região "os únicos que judicializam a política são os da direita".

O presidente equatoriano afirmou que a América Latina vive "agora golpes judiciais" para minar os grupos progressistas que ganharam legitimamente o poder. No entanto, segundo ele, em algumas nações, como a sua, são líderes dos grupos de direitas os que denunciam uma suposta perseguição política para "se vitimizar" e com isso pretendem ganhar a confiança do eleitorado.

Correa se referia ao caso do ex-banqueiro e pré-candidato à presidência do Equador Guillermo Lasso, que foi julgado por ter "faltado à honra" da esposa do titular da Secretaria de Educação Superior, René Ramírez. Uma juíza declarou Lasso culpado, e ordenou que não tivesse contato com a família de Ramírez e que retirasse de suas redes sociais um vídeo no qual ele dizia que a esposa secretário recebia duplo salário no Instituto de Altos Estudos Nacionais (IAEN).

É reprovável que "um banqueiro mentiroso insulte à família (de um funcionário) e não tenha a virilidade de reconhecer seu erro", disse Correa após assinalar que nesse processo Lasso, supostamente, quis "se fazer de vítima e chamar de perseguição política" à ação judicial que está sendo realizada contra ele.

"Perseguição política é o que estão fazendo com Lula, que fizeram com Dilma, e que estão fazendo com Cristina Kirchner", enfatizou o líder equatoriano, ao insistir em que esse suposto assédio provém dos grupos de direitas e antes de encerrar a gravação enviando uma mensagem de solidariedade e apoio ao ex-presidente Lula.
 

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