Turquia avalia participar de ofensiva dos EUA contra o EI em Mossul

Istambul, 25 set (EFE).- A Turquia avalia participar de uma ofensiva organizada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico (EI) em Mossul, o maior reduto do grupo terrorista no norte do Iraque, em outubro, anunciou o presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, em entrevista divulgada neste domingo pela emissora "NTV".

"Dizem que no dia 19 de outubro os EUA poderiam começar uma operação, junto com o governo central iraquiano, contra o Daesh (acrônimo em árabe do EI) em Mossul. Veremos o que ocorrerá", disse Erdogan sobre uma possível colaboração turca na operação.

As declarações foram dadas por Erdogan na sexta-feira, enquanto ele voltava de uma viagem aos EUA para participar da Assembleia-Geral da ONU. Em Nova York, o presidente turco se reuniu com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden.

Erdogan disse que Mossul é uma cidade com vários grupos "patrocinados" pela Turquia, em referência à população turcomana da região. "Os EUA compartilham a mesma visão que nós no caso de Mossul? Não sei. Mas o que vi até agora está dentro de uma atitude positiva", destacou o líder turco na entrevista à "NTV".

Além disso, Erdogan revelou ter conversado sobre condições de uma possível colaboração para uma ofensiva contra Raqqa, a "capital" do EI na Síria. Segundo o presidente, a Turquia só participaria da ação caso os EUA decidissem deixar de lado o apoio das milícias curdo-sírias, principais aliadas dos norte-americanos no terreno.

Erdogan criticou o fato de Washington seguir fornecendo armas para essas milícias, especialmente para as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), como recentemente ocorreu na cidade de Kobani.

"Apesar de nossa rejeição, eles entregam armas à organização terrorista YPG. Mas é tão distorcido que Biden, quando lhe disse que dois dias antes havia sido entregue dois carregamentos de armas em Kobani, me respondeu que não tinha notícias disso", disse Erdogan.

"No dia seguinte, o ministro da Defesa, Ashton Carter, me diz que a entrega foi feita e que elas continuariam", completou.

Mesmo nunca tendo atacado o território da Turquia, o governo do país considera as milícias curdo-sírias uma ameaça por sua estreita relação ideológica com os os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

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