Guardas da fronteira da Turquia matam pelo menos 12 civis sírios

Beirute, 27 set (EFE).- Pelo menos 12 civis sírios, entre eles cinco menores de idade e mulheres, morreram nas últimas 24 horas por disparos feitos por guardas da fronteira da Turquia quando as pessoas tentavam cruzar a divisa entre os dois países.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos explicou que os civis foram mortos por armas automáticas ou por disparos de franco-atiradores da Turquia em várias áreas do norte da Síria que fazem limite com o país vizinho.

A ONG destacou que os incidentes foram registrados nas regiões de Al Qahtaniya, ao leste da cidade de Qameshli, Nus Tal, em Ras al Aind, e Al Kahiliya, na periferia de Tel Abiad.

Todas essas áreas são de maioria curda e estão sob o controle das Forças da Síria Democrática (FSD), um grupo armado curdo-sírio.

O Observatório indicou que ainda há corpos em alguns desses locais e que as tropas turcas não permitem a aproximação de ninguém.

Com as últimas vítimas, subiu para 145 o número de sírios mortos por guardas da fronteira da Turquia desde o início do ano.

A Turquia é o país que mais recebe refugiados sírios, com mais de 2,7 milhões, de acordo com os dados da ONU. Desde o fim de agosto, o governo turco realiza uma intervenção militar no norte da Síria, onde apoia brigadas rebeldes locais contra o Estado Islâmico, apesar de os curdos também denunciarem ataques contra eles na região.

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