Mãe de piloto russo condenado por narcotráfico pede extradição a Obama

Moscou, 27 set (EFE).- A mãe do piloto russo Konstantin Yaroshenko, condenado pela Justiça dos Estados Unidos a 20 anos de prisão por tráfico de cocaína, pediu nesta terça-feira ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por sua extradição.

"Este erro deve ser corrigido por Barack Obama, o presidente do país quando se cometeu esse crime (a prisão e o julgamento do piloto). Ele deve deixar o cargo com hora", disse Liubov Yaroshenko, mãe do piloto, em declarações à imprensa russa.

A Rússia, que insiste que cidadãos de seu país devem cumprir as penas de prisão em seu território, solicitou formalmente a extradição de Yaroshenko em 2012, alegando que as acusações contra ele foram fabricadas, assim como teria ocorrido no caso do traficante de armas Viktor But.

"Apelo à clemência (de Obama) e espero que ele me escute, já que também é pai de família e deve entender a situação", disse a mãe.

O advogado do piloto revelou hoje que seu cliente assinou neste mês, a pedido do serviço penintenciário dos EUA, uma carta na qual dá consentimento para ser extraditado para a Rússia.

O emissário do Ministério das Relações Exteriores da Rússia para assuntos de direitos humanos, Konstantin Dolgov, afirmou hoje que Moscou espera "em breve" o retorno de Yaroshenko ao país, citando que o frágil estado de saúde do piloto causa inquietação.

A Rússia se mostrou disposta a trocar Yaroshenko e But por cidadãos americanos que estão em prisões do país.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, comentou hoje que Obama e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não trataram sobre o problema de Yaroshenko durante o último encontro entre ambos na recente cúpula do G20 na China.

Yaroshenko foi preso em maio de 2010 por agentes americanos em Monróvia, capital de Libéria, e levado a Nova York durante uma ação contra uma rede internacional de tráfico de drogas. Na época, a Rússia chamou a operação de "sequestro". Posteriormente, foi condenado a 20 anos de prisão pelo crime.

Já But foi detido na Tailândia em 2008 e cumpre 25 anos de prisão nos EUA. Ele é acusado de conspirar para matar cidadãos americanos e vender armas às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A Rússia criticou em várias ocasiões os EUA por considerar o que considera um uso extraterritorial da legislação americana contra os seus cidadãos.

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