Nepal venera o corvo, o cachorro, o boi e a vaca em festa hindu de Tihar
Katmandu, 30 out (EFE).- O Nepal está celebrando o festival hindu de Tihar, cinco dias dedicados a venerar os animais que mantêm uma relação mais próxima com o ser humano e que, segundo a tradição, são o corvo, o cachorro, o boi e o mais sagrado de todos, a vaca.
"No festival se venera os animais que estão mais próximos do ser humano", explicou à Agência Efe o sacerdote hindu Uttam Baral, que faz parte de uma religião seguida por 81% dos 26,8 milhões de habitantes do país situado no Himalaia.
No sábado, o segundo dia do festival, foi dedicado ao cachorro, o qual os donos lavam de manhã para depois pendurar guirlandas em seus pescoços, colocando em sua testa o tradicional tika (um unguento vermelho utilizado em quase todos os rituais religiosos) e alimentando-o depois com uma comida especial para agradecer-lhe por sua fidelidade.
Os cães enfeitados encheram cidades como Katmandu, onde na sexta-feira foi venerado um animal com muito menos pedigri, o corvo, ao qual são oferecidos alimentos por considerá-lo um mensageiro de Jamaa, o deus da morte, um modo de evitar falecimentos na família.
"Isto é feito desde tempos imemoráveis. Acreditamos que o corvo levará uma boa mensagem ao deus Jamaa se precisarmos", explicou à Efe um morador de 52 anos da região de Katmandu, Prakash Neupane.
Neste domingo o dia foi dedicado à vaca, o animal mais sagrado para o hinduísmo, que considera seu consumo pecado, além de ser penalizado seu sacrifício por lei tanto no Nepal como em países como a vizinha Índia, onde as penas por este crime podem chegar a dez anos de prisão.
Todo tipo de alimento é dado à vaca, incluindo frutas, e durante a tarde foram acendidas velas nas casas, decoradas com guirlandas e desenhos no chão com arroz colorido, para que a deusa Laxmi entre no lar e proporcione à família bem-estar econômico e prosperidade.
No quarto dia, ou seja, nesta segunda-feira, se agradece ao sempre subestimado boi sua ajuda no trabalho do campo e o quinto, terça-feira, com o fim do festival, os animais ficam de lado para abrir passagem aos homens, que festejam o amor fraternal entre irmãos e irmãs.
Elas penduram uma guirlanda e colocam tika na testa de seu irmão, ao qual oferecem, além disso, doces, e ele, em troca, promete protegê-la para sempre, ao mesmo tempo em que lhe entrega um presente.
"No festival se venera os animais que estão mais próximos do ser humano", explicou à Agência Efe o sacerdote hindu Uttam Baral, que faz parte de uma religião seguida por 81% dos 26,8 milhões de habitantes do país situado no Himalaia.
No sábado, o segundo dia do festival, foi dedicado ao cachorro, o qual os donos lavam de manhã para depois pendurar guirlandas em seus pescoços, colocando em sua testa o tradicional tika (um unguento vermelho utilizado em quase todos os rituais religiosos) e alimentando-o depois com uma comida especial para agradecer-lhe por sua fidelidade.
Os cães enfeitados encheram cidades como Katmandu, onde na sexta-feira foi venerado um animal com muito menos pedigri, o corvo, ao qual são oferecidos alimentos por considerá-lo um mensageiro de Jamaa, o deus da morte, um modo de evitar falecimentos na família.
"Isto é feito desde tempos imemoráveis. Acreditamos que o corvo levará uma boa mensagem ao deus Jamaa se precisarmos", explicou à Efe um morador de 52 anos da região de Katmandu, Prakash Neupane.
Neste domingo o dia foi dedicado à vaca, o animal mais sagrado para o hinduísmo, que considera seu consumo pecado, além de ser penalizado seu sacrifício por lei tanto no Nepal como em países como a vizinha Índia, onde as penas por este crime podem chegar a dez anos de prisão.
Todo tipo de alimento é dado à vaca, incluindo frutas, e durante a tarde foram acendidas velas nas casas, decoradas com guirlandas e desenhos no chão com arroz colorido, para que a deusa Laxmi entre no lar e proporcione à família bem-estar econômico e prosperidade.
No quarto dia, ou seja, nesta segunda-feira, se agradece ao sempre subestimado boi sua ajuda no trabalho do campo e o quinto, terça-feira, com o fim do festival, os animais ficam de lado para abrir passagem aos homens, que festejam o amor fraternal entre irmãos e irmãs.
Elas penduram uma guirlanda e colocam tika na testa de seu irmão, ao qual oferecem, além disso, doces, e ele, em troca, promete protegê-la para sempre, ao mesmo tempo em que lhe entrega um presente.
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