Bataclan reabre com Sting no primeiro aniversário de atentados em Paris

Em Paris

  • Philippe Lopez/ AFP

    Ataque no Bataclan deixou 90 mortos

    Ataque no Bataclan deixou 90 mortos

A sala de espetáculos parisiense Bataclan reabre neste sábado (12) com um show de Sting na véspera do primeiro aniversário dos ataques que deixaram 130 mortos em distintas partes da capital francesa.

"Era a única resposta ao terror desse dia", afirmou o codiretor do Bataclan, Jules Frutos, que em entrevista à emissora "France Info" afirmou que Sting tinha se oferecido para tocar no local, onde morreram 90 pessoas e várias centenas ficaram feridas nos ataques.

"Foi ele quem lançou a primeira pedra. Não demorei muito para apanhá-la", indicou Frutos, que disse que o interior do Bataclan "foi refeito de forma idêntica" e que as obras terminaram na semana passada.

Em março e em outubro, já haviam sido organizadas visitas para 400 espectadores que presenciavam na noite de 13 de novembro de 2015 a atuação dos "Eagles of Death Metal", que, por sua vez, não voltarão.

O cantor do grupo, Jesse Hughes, acusou alguns dos vigilantes de terem fugido com a chegada dos terroristas -algo desmentido pela investigação-, e atribuiu isso ao fato de serem de origem árabe.

França se prepara para o aniversário dos ataques de Paris

Os roqueiros do "Eagles of Death Metal" "não passarão por Bataclan", anunciou o codiretor, que acrescentou que "por respeito de todos (...) e da decência, não os convidaria".

Depois do concerto de Sting, para o qual só foram credenciados cerca de 40 jornalistas em uma sala com uma capacidade máxima de 1.500 pessoas, estão programadas 20 atuações até primavera.

Esta noite -sob excepcionais medidas de segurança- haverá sobretudo familiares das vítimas do ataque jihadista e, como principal autoridade, a ministra francesa de Cultura, Audrey Azoulay.

Será uma sequência a mais das comemorações do primeiro aniversário dos ataques de Paris.

Ontem, foi guardado um minuto de silêncio durante o jogo de futebol entre as seleções da França e da Suécia no Stade de France (um dos palcos da ação terrorista), com a presença do presidente francês, François Hollande.

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