Ativistas elevam para 50.000 o número de deslocados em Aleppo

Beirute, 30 nov (EFE).- O número de pessoas que fugiram nos últimos quatro dias de suas casas no leste da cidade síria de Aleppo (norte) em direção a outras partes da cidade aumentou para 50.000, informou nesta quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG apontou que mais da metade se dirigira aos distritos orientais da cidade que restam em poder dos rebeldes e ao bairro de Al Sheikh Maqsud, sob o domínio das Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada curdo-árabe.

Os demais se transferiram para áreas sob o controle dos soldados governamentais.

Centenas de deslocados foram detidos pelas autoridades e interrogados, embora alguns deles tenham sido posteriormente postos em liberdade, enquanto outros se encontram em paradeiro desconhecido, acrescentou a ONG.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) estima que cerca de 20.000 pessoas fugiram nas últimas 72 horas de suas casas em Aleppo.

O principal responsável da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O'Brien, afirmou ontem que 16.000 civis que viviam nas áreas do leste de Aleppo conquistadas pelo exército sírio nos últimos dias escaparam e buscam desesperadamente refugiar-se em lugares mais seguros.

As forças governamentais sírias avançaram na terça-feira por dois distritos do sudeste em uma tentativa de assegurar o aeroporto de Aleppo, controlado pelo exército, e a estrada que conduz a ele.

Nos dias anteriores, essas forças progrediram pelo nordeste onde arrebataram de facções islâmicas e rebeldes o domínio de pelo menos 11 bairros.

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