França manterá alerta terrorista máximo nas festas de fim de ano

Paris, 30 nov (EFE).- O presidente da França, François Hollande, ordenou nesta quarta-feira a manutenção do nível de vigilância antiterrorista em seu mais alto nível durante as festas de fim de ano, além de ter anunciado uma nova organização das fases de alerta.

Após reunir no Palácio do Eliseu os ministros relacionados com a segurança da nação, Hollande afirmou que "o conjunto dos serviços do Estado" estará no nível mais alto de alerta "nas próximas semanas", em particular "por ocasião das várias atividades festivas de final de ano".

Além disso, segundo o comunicado da presidência, Hollande validou um novo plano de vigilância antiterrorista "adaptado à evolução da ameaça" e que "completará as medidas adotadas desde os atentados" jihadistas ocorridos na França em novembro de 2015.

O novo dispositivo de segurança, que mantém a denominação de Vigipirate, terá três níveis de alerta no lugar dos dois atuais e entrará em vigor a partir de amanhã, quinta-feira.

Por outro lado, o Conselho de Ministros repassou também a situação da ofensiva aliada em Mossul e Raqqa, duas fortificações do Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, respectivamente.

Os ministros avaliaram a situação no terreno, as atividades das tropas francesas destacadas nessas operações e a necessidade de "acompanhar a estabilização dos territórios libertados e de proteger à população ameaçada pelos combates".

Neste último ponto, expressaram sua preocupação com a "dramática escalada" que vive a cidade síria de Aleppo, palco de uma ofensiva das tropas governamentais do regime de Bashar al Assad, apoiadas pela Rússia, que está provocando uma grave crise humanitária.

Em relação ao conflito sírio, o ministro das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, afirmou que no próximo dia 10 se reunirão em Paris representantes dos países europeus, árabes e dos Estados Unidos para estudar a situação.

Do encontro, antecipado no último dia 23, participarão os países "que rejeitam uma lógica de guerra total" na Síria, motivo pelo qual estão excluídos Irã e Rússia, além do regime de Damasco.

"É hora de a comunidade internacional despertar porque perante nossos olhos está acontecendo uma tragédia", destacou o chefe da diplomacia francesa ao término do Conselho de Ministros.

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