Templo em Tóquio oferece túmulos conjuntos para casais homossexuais

Tóquio, 29 mar (EFE).- Um templo budista de Tóquio oferece pela primeira vez túmulos para casais do mesmo sexo, algo incomum no Japão, país que não reconhece o casamento homossexual e onde eles normalmente não permitem casais, que não são casados, compartilhem a mesma sepultura.

"Desde que você está mudando o conceito de padrão de família hoje em dia, deveria variar também a forma dos cemitérios", disse à Agência Efe, um porta-voz do templo Shodaiji, em Tóquio, responsável pela iniciativa.

No Japão é costume guardar as cinzas de um casamento na mesma tumba, embora não há restrição legal para que um casal não sejam casados possa fazer isso.

No entanto, estes enterros são pouco frequentes, por conta da oposição das famílias ou dos funcionários do cemitério.

O templo da corrente budista Jodo Shinshu, um dos maiores do Japão, pretende mudar esta dinâmica, de modo que desde outubro do ano passado, oferece sepultura conjunta para todo tipo de pessoas, sem importar sua religião, país de procedência ou relacionamento legal entre os mortos.

Por enquanto, dez dos 200 túmulos disponíveis para pessoas não casadas foram contratados, embora nenhuma deles foi adquirido por casais homossexuais.

A quantia para este tipo de sepultamento é a partir de 1,2 milhão de ienes (cerca de US$ 10,8 mil) para o plano básico, que permitiria guardar as cinzas por até seis anos depois da morte do último falecido, após este período, seriam transferidas para um túmulo coletivo.

A Constituição japonesa define o casamento como "união baseada só no consentimento mútuo de pessoas do sexo oposto", enquanto a legislação civil nacional não reconhece o direito de casais homossexuais.

No entanto, algumas autoridades japonesas - como o distrito de Shibuya, em Tóquio -, começaram a reconhecer as uniões civis homossexuais, e inclusive o templo budista de Shunkoin, em kyoto, começou em 2014 a realizar casamentos de casais do mesmo sexo.

Além disso, muitas das grandes empresas japonesas começaram a implementar recentemente normas trabalhistas igualando os direitos de seus funcionários gays com os dos trabalhadores heterossexuais. EFE

yk-mc/phg

(foto)

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