Japão e EUA testam navios com sistema antimísseis em suas manobras

Em Tóquio

  • Kim Kyung-Hoon/ Reuters

    Helicóptero pousa no navio da marinha japonesa Izumo, na base militar em Yokosuka, Japão

    Helicóptero pousa no navio da marinha japonesa Izumo, na base militar em Yokosuka, Japão

O Japão e os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (25) uma manobra militar que contou com a participação de navios equipados com o sistema antimísseis Aegis, como parte de seus exercícios navais iniciados no domingo, em pleno período de tensão com a Coreia do Norte.

O navio americano USS Fitzgerald e o navio japonês Chokai tomaram parte no exercício desenvolvido no Mar de Japão e demonstraram sua disposição para responder a possíveis lançamentos de mísseis balísticos norte-coreanos, segundo informaram as Forças de Autodefesa do Japão (Exército) em um comunicado.

As embarcações realizaram uma troca de informações sobre a interceptação de mísseis e de comunicações, detalharam as forças japonesas.

O navio dos Estados Unidos está alocado na base naval de Yokosuka, a sudoeste de Tóquio, enquanto que o japonês fica na base de Sasebo, situada em Nagasaki, no sudoeste do arquipélago.

O exercício de americanos e japoneses aconteceu no mesmo dia em que a Coreia do Norte comemorou o 85º aniversário da fundação de seu exército com um de seus maiores exercícios de artilharia - ao qual teria comparecido o líder Kim Jong-un, segundo Seul -, e em que os Estados Unidos enviaram um submarino nuclear à península coreana.

Os últimos acontecimentos aumentaram a tensão na região devido aos persistentes testes armamentistas norte-coreanos, o mais recente no início deste mês, o que levou os EUA a ordenarem o envio do porta-aviões de propulsão nuclear Carl Vinson à península.

O navio e sua frota de ataque são parte do dispositivo que participa das manobras com as tropas japonesas, mas deve se aproximar da península coreana no final desta semana.

Além disso, existe o temor de que a Coreia do Norte está preparando um novo teste nuclear, algo que os especialistas consideram possível, pois as imagens tomadas recentemente por satélite mostram atividade no centro de Punggye-ri, onde regime realizou seus testes atômicos anteriores.

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