Israel evita revelar se tem participação em explosão em aeroporto de Damasco

Jerusalém, 27 abr (EFE).- O Exército de Israel não quis confirmar se a forte explosão ocorrida nesta quinta-feira, no Aeroporto Internacional de Damasco, na Síria, foi causada por seus bombardeios.

"Desculpe, mas não podemos comentar sobre essas informações ", disse à Agência Efe, uma porta-voz militar, em linha com a habitual fórmula israelense de não confirmar, nem desmentir os ataques que são acusados pela Síria.

A emissora de TV "Al Manar", do grupo libanês Hizbolá, assegurou que a explosão ocorrida hoje, na zona do aeroporto de Damasco, "provavelmente" foi causada por um ataque aéreo de Israel.

A emissora do grupo que apoia ao presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que, segundo os relatórios preliminares, não há registro de vítimas, como já havia afirmado o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O ministro de Defesa israelense, Avigdor Lieberman, disse nesta semana, durante uma visita a Moscou, que seu país "não permitirá que forças iranianas e do (a milícia xiita libanesa) Hizbolá que se posicionem na fronteira das Colinas de Golã".

Em novembro do ano passado, Israel reconheceu ter atacado uma posição militar na Síria após o impacto no território que controla nas Colinas de Golã de um foguete disparado desde país, mas que não deixou feridos.

No entanto, fontes militares e analistas árabes também responsabilizaram Israel por outros ataques, não confirmados pelo país.

As Colinas de Golã, território sírio onde parte está ocupado por Israel desde 1967, são palcos de tensão desde o início do conflito armado no país, em 2011.

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