Polícia evacua acampamento com 2.771 imigrantes em Paris

Paris, 7 jul (EFE).- A polícia e os serviços sociais evacuaram nesta sexta-feira um acampamento com 2.771 imigrantes e refugiados - entre os quais 161 mulheres e menores desacompanhados -, que se formou em torno de um centro de acolhimento situado no perímetro norte de Paris.

Com esta operação, já são 34 os acampamentos irregulares de imigrantes que foram evacuados desde 2015 na capital francesa, nos quais havia um total 27.375 pessoas, segundo a polícia.

Cerca de 350 agentes, bem como cem pessoas dos serviços do Estado e de entidades associadas participaram nesta manhã da retirada dos ocupantes do acampamento, a quem a prefeitura garantiu que iria "propor uma solução de alojamento provisório" na região.

"Uma vez no abrigo, os interessados poderão se beneficiar de uma proposta de orientação para um dispositivo de acolhida adaptado à sua situação no conjunto do território" francês e também será oferecido "um diagnóstico social e sanitário", destacou em um comunicado.

As autoridades justificaram a operação com o argumento de que estes "acampamentos ilícitos" representam "riscos importantes para a segurança e a saúde tanto dos seus ocupantes como dos vizinhos" e há um decreto que permite desocupá-los.

"O desalojamento transcorreu tranquilamente e não houve incidentes graves", embora algumas pessoas perguntassem "para onde seriam levadas e algumas hesitassem em embarcar nos ônibus" que as transportaram, explicou à Agência Efe a voluntária da associação Utopia 56 Anne-Marie Bredan.

O ministro do Interior, Gérard Collomb, já tinha antecipado que esses imigrantes seriam distribuídos em diversas estruturas na região de Ile de France.

O acampamento se formou em torno do primeiro centro de "acolhimento humanitário", aberto na Porte de la Chapelle de Paris em novembro do ano passado e que rapidamente se viu transbordado pela chegada de 400 imigrantes por semana, segundo Collomb.

O ministro quer reduzir os prazos dos procedimentos para as solicitações de asilo, de modo que não se prolonguem por mais de seis meses, e ao mesmo tempo quer acelerar as expulsões dos imigrantes em situação irregular, estabelecendo acordos com os países de origem para que aceitem recebê-los.

A prefeita de Paris, a socialista Anne Hidalgo, pediu ontem que sejam garantidos o acolhimento e a integração dos refugiados e a criação de outros centros similares, mas distribuídos por todo o país.

Para Anne, a França teria que aumentar as vagas de acolhimento para requerentes de asilo para dispor de 50 mil em 2018 e de 75 mil em 2022, financiadas pelo Estado mediante um orçamento que, por sua vez, teria que passar de 316 milhões de euros em 2018 para 406 milhões de euros em 2022.

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