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Ministério Público da Venezuela pede revisão de prisão de prefeito de Caracas

08/07/2017 19h49

Caracas, 8 jul (EFE).- O Ministério Público (MP) da Venezuela pediu neste sábado a revisão das medidas de privação de liberdade para o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, o ex-prefeito do município de San Cristóbal Daniel Ceballos e o militante opositor Lorent Saleh.

Em sua conta no Twitter, o MP divulgou três documentos nos quais solicita "medida cautelar substitutiva de liberdade" para os três opositores, dirigidos à Unidade de Atendimento a clientes e Distribuição de Documentos do Circuito Judicial Penal" de Caracas.

A solicitação ocorre horas após o dirigente opositor Leopoldo López, que estava detido no presídio militar de Ramo Verde desde fevereiro de 2014, ser transferido para a prisão domiciliar para continuar cumprindo uma pena de quase 14 anos de prisão.

Ledezma foi preso em 19 de fevereiro de 2015 por suposta conspiração contra o governo e detido no mesmo presídio de López até também ser transferido para a prisão domiciliar dois meses depois por estar se recuperando de uma intervenção cirúrgica.

O prefeito é identificado com a ala radical da oposição, liderada por López, e foi acusado de conspirar contra o governo ao apoiar grupos que supostamente "pretendiam desestabilizar" com ações violentas.

Ceballos, por sua vez, foi detido em março de 2014 e condenado a 12 meses de prisão por desacato a uma medida cautelar do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) por não cumprir uma sentença que o obrigava a impedir a colocação de barricadas no município San Cristóbal durante os protestos do primeiro semestre de 2014.

Após cumprir essa pena, o TSJ informou que ele continuaria preso acusado de associação criminosa, relacionada também a esses protestos, que deixaram, segundo números oficiais, 43 mortos e centenas de feridos e detidos.

Saleh foi expulso da Colômbia em setembro de 2014 por seu suposto vínculo com "planos conspirativos" contra o governo de Nicolás Maduro.

As autoridades colombianas entregaram Saleh no final de 2014 e, desde então, o militante permanece detido em uma cela do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).