Ataque a escola na Síria deixa pelo menos 10 mortos, denuncia HRW

Beirute, 12 jul (EFE).- Pelo menos 10 civis morreram, no dia 14 de junho, em uma escola e seus arredores no sul da Síria por bombardeios sírios e russos e disparos de artilharia, denunciou nesta quarta-feira a organização Human Rights Watch (HRW).

A ONG apontou que os moradores da cidade de Tafas, onde fica o colégio, desconheciam que houvesse alvos militares na região.

Um dos bombardeios atingiu o pátio da escola Mártir Kiuan, causando a morte de oito pessoas, entre elas um menor de idade; enquanto que momentos antes, outras duas pessoas morreram baleadas nas imediações.

A maioria dos mortos dentro do colégio eram membros de uma família de deslocados de outra localidade que tinham buscado refúgio no edifício, destacou a HRW.

Na data do ataque, os estudantes estavam de férias, o que evitou um maior número de vítimas.

Testemunhas ouvidas pela ONG afirmaram que entre as vítimas não havia membros de grupos armados contrários ao governo sírio.

Na nota, a HRW afirma que a escola tinha entre 300 e 400 alunos antes do ano de 2011 e manteve esse número após o início do conflito pois, apesar da saída de alguns estudantes, acabaram chegando outros deslocados desde outras áreas.

Anteriormente as suas instalações tinham sido danificadas por um bombardeio em novembro de 2016, mas não houve registro de mortos ou feridos, e a escola seguiu funcionando, embora algumas famílias de deslocados residiam no local.

Segundo dados da ONU, um de cada três crianças na Síria não está escolarizada e um de cada três colégios não está funcionando, pois foram destruídos total ou parcialmente, ou estão sendo utilizados pelas forças militares ou servem de refúgio aos deslocados.

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