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Grupo de 18 advogados defende cachorro que seria sacrificado na Bolívia

27/09/2017 15h31

La Paz, 27 set (EFE).- Um grupo de 18 advogados na Bolívia uniu forças para defender Pantuque, um cachorro da raça shar-pei, e evitar que seja sacrificado por ordem judicial, uma vez que está retido por ter causado lesões "graves" a uma criança e sua mãe.

A advogada e ativista da defesa dos animais, Africa Gutiérrez, confirmou nesta quarta-feira à Agência Efe que em La Paz se uniram dez advogados para fazer um trabalho processual do caso e que outros oito juristas do interior do país se somaram à defesa para fazer uma "pressão em nível nacional"

"Uma injustiça está sendo cometida contra o animalzinho", opinou.

A denúncia data do último mês de agosto, quando Pantuque mordeu um menino de 11 anos reagindo a uma suposta agressão e depois fez o mesmo com a mãe da criança que saiu em sua defesa.

O pai do menor, Ramiro Calderón, disse à Efe que o menino foi mordido em várias partes do corpo e que a ferida mais grave foi em um dos braços, que recebeu 23 pontos de sutura.

O menor ficou internado uma semana no hospital, segundo acrescentou.

A advogada argumentou que o cachorro "atacou dois membros de uma só família que constantemente lhe provocavam danos, o apedrejavam e ele tinha duas baixas médicas por essas circunstâncias".

O cachorro atualmente se encontra em um refúgio de animais dependente do município de La Paz em completo isolamento enquanto o processo legal transcorre para definir se será submetido à eutanásia.

A procuradora de La Paz, Susana Boyán, ordenou nas últimas horas a detenção da proprietária de Pantuque, Claudia R., alegando sua suposta responsabilidade na agressão do animal.

A proprietária disse que cobriu todas as despesas médicas da agressão, algo que foi negado pelos denunciantes.

O grupo de advogados preparou uma ação em defesa do animal por "tentativa de biocídio" contra os denunciantes e as autoridades por considerar que estão atuando fora da lei.

A advogada Gutiérrez enfatizou que não é correto sacrificar o animal já que a medida só se dá em casos de raças agressivas ou em casos de raiva, de acordo com lei vigente.

A dona de Pantuque espera para as próximas horas uma audiência judicial que pode determinar se será detida de forma preventiva caso se comprove que teve alguma responsabilidade no ataque do cão.