Supremo de Ruanda condena responsável por genocídio de 1994 a prisão perpétua

Kigali, 30 dez (EFE).- O Tribunal Supremo de Ruanda condenou neste sábado o professor Emmanuel Mbarushimana a prisão perpétua pelo genocídio cometido em 1994, no qual pelo menos 800 mil pessoas morreram em cem dias.

Mbarushimana foi considerado culpado de cumplicidade, conspiração, homicídio e extermínio. Além disso, ele foi responsabilizado por estabelecer dois pontos de controle em estradas da província Sul, atual distrito de Gisagara, onde centenas de membros da etnia tutsi foram mortos.

O professor, inspetor das escolas da província Sul na época do genocídio, foi extraditado pela Dinamarca em 2014 para ser julgado em Ruanda, mas recorreu ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, alegando que não teria um julgamento justo em seu país.

No entanto, o Tribunal Europeu foi favorável à extradição. Mbarushimana afirma que seu julgamento foi injusto e que as testemunhas foram treinadas para mentir ao Supremo de Ruanda.

Mbarushimana foi o segundo acusado de genocídio extraditado pela Europa. Charles Bandora já tinha sido enviado pela Noruega a Ruanda em 2013.

O conflito em Ruanda explodiu em 6 de abril de 1994 após o assassinato do então presidente do país, Juvenal Habyarimana, depois de o avião no qual ele estava viajando ter sido derrubado. Também estava na aeronave o presidente de Burundi, Cyprien Ntaryamira.

O governo de Ruanda acusou os rebeldes tutsis da Frente Patriótica Ruandesa (RPF) da morte do presidente e promoveu o massacre de 800 mil tutsis e hudus moderados em três meses.

Desde então, muitos dos responsáveis pelo genocídio fugiram para países da Europa, para o Canadá ou para os Estados Unidos, temendo serem julgados pelos crimes em Ruanda.

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