Cidade do Cabo ganha 4 dias a mais de água antes de "torneiras secarem"

Joanesburgo, 30 jan (EFE).- A Cidade do Cabo conseguiu aumentar em quatro dias o prazo até a data na qual ficará virtualmente sem água, atualmente estimado para 16 de abril, devido à grave seca que atinge a zona, informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

Graças à economia de água dos habitantes desta turística cidade, a segunda mais populosa da África do Sul, o denominado "Dia Zero", no qual o nível das represas chegaria a 13,5% e o serviço normal de água seria interrompido na maior parte das zonas residenciais, foi adiado de 12 para 16 de abril.

"Graças aos esforços em economia de água de muitos residentes da Cidade do Cabo, confirmo que começamos a empurrar para frente o Dia Zero", celebrou hoje em um comunicado Mmusi Maimane, líder da opositora Aliança Democrática.

Maimane apontou que, ainda que "quatro dias possam não parecer muito", este progresso é "crucial" porque mostra que os "esforços dão fruto" e que é possível evitar o Dia Zero.

A grave seca que assola a zona é um fenômeno atípico, já que não só deriva da escassez de precipitações da última temporada de chuvas (abril-outubro), senão que o nível de chuva foi particularmente baixo também durante os dois anos prévios.

Os níveis de reserva de água são atualizados diariamente pelas autoridades locais, que pedem à população que mantenha o consumo por pessoa, por dia, em 50 litros como máximo.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), só em uma ducha de 5 minutos são gastos 100 litros de água.

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