Irã afirma que protesto de mulheres sem véu teve influência estrangeira

Teerã, 31 jan (EFE).- A Procuradoria-Geral do Irã indicou nesta quarta-feira que existe influência estrangeira no movimento de protesto de mulheres que estão saindo às ruas nos últimos dias sem véu, uma peça obrigatória no país.

Em declarações à agência local de notícias "Isna", o procurador-geral, Mohammad Jafar Montazeri, opinou que a conduta dessas mulheres se deve à sua "ignorância" e a um "estímulo de sentimentos" que vem "de fora do país ".

Nos últimos dias, várias mulheres removeram o véu que cobre seus cabelos em ruas das cidades de Teerã e Isfahan e o colocaram em um mastro, como se fosse uma bandeira.

Montazeri assegurou que se trata de um "movimento infantil" que busca repercussão nas redes sociais e segue um plano predeterminado.

"Vejo isto como um tema leve e sem importância. No conjunto da população de 80 milhões do país, a imensa maioria das mulheres utilizam o chador (roupa normalmente de cor preta que cobre todo o corpo, exceto o rosto) e um hijab (véu islâmico) correto. Não será permitido um movimento do inimigo", acrescentou o procurador-geral da república islâmica.

O procurador de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi, confirmou hoje que uma mulher foi detida no país por não usar o véu.

Após o triunfo da revolução em 1979, a República Islâmica do Irã estabeleceu algumas normas de vestimenta que são de cumprimento obrigatório.

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