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Ação contra desvio de verba pública para independência catalã tem 22 presos

24/05/2018 06h59

Madri/Barcelona, 24 mai (EFE).- A Polícia Nacional da Espanha prendeu, nesta quinta-feira, 22 pessoas pela sua suposta relação com o desvio de fundos públicos de entidades vinculadas ao processo independentista ilegal iniciado na Catalunha em 2017.

Entre os presos está Salvador Esteve, ex-presidente do Conselho (governo provincial) de Barcelona e da Associação Catalã de Municípios (AMC), formada por municípios relacionados ao nacionalismo catalão, segundo fontes da investigação.

A operação se concentra em uma suposta trama de desvio de pelo menos dois milhões de euros de origem pública - fundos destinados à cooperação para o desenvolvimento - a empresas e entidades, algumas das quais teriam participado do processo independentista catalão, declarado inconstitucional.

Os presos são acusados de prevaricação, tráfico de influência, desvio de verbas públicas, falsificação de documentos e fraude de subsídios.

Por enquanto, a Justiça concentra as investigações sobre a suposta concessão irregular de subsídios públicos a entidades e indivíduos.

Na operação policial, denominada "Estela", estão previstas 30 prisões e 20 registros na capital catalã, Barcelona, e Manresa, Olot, Tordera, Cabrils e Reus, entre outras localidades, informou hoje o Superior Tribunal de Justiça da Catalunha.

Outros dos detidos são Joan Carles García, prefeito de Tordera (Barcelona) e deputado provincial de Barcelona, assim como Víctor Terradellas, antigo responsável das Relações Internacionais do partido nacionalista catalão CDC e ligado ao mundo da cooperação internacional.

Além do Conselho de Barcelona, em Girona, ocorre uma ação na Fundação Plataforma Educativa, uma das entidades investigadas por receber ajudas públicas de forma irregular.

Segundo as investigações, foram concedidas doações entre 2012 e 2015 para várias entidades e ONGs para projetos de cooperação na América Latina, Marrocos e Bósnia, entre outros países.