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Começa 10ª rodada de conversas entre governo e oposição síria

30/07/2018 09h48

Moscou, 30 jul (EFE).- A 10ª rodada de conversas entre o Governo e os opositores sírios começou nesta segunda-feira no balneário russo de Sochi com a participação de representantes da Rússia, Irã e Turquia, os países fiadores do cessar-fogo decretado em dezembro de 2016, e do mediador da ONU Staffan de Mistura.

As nove rodadas anteriores foram realizadas na capital do Cazaquistão, por isso que as negociações, que se centram no cumprimento do cessar-fogo, é conhecida como formato de Astana.

A delegação da oposição armada é liderada por Ahmad Toma, presidente do chamado "governo provisório sírio", que antecipou à agência oficial russa "RIA Nóvosti" que a reunião de Sochi abordará a situação na província de Idlib, o problema da libertação de prisioneiros e a criação de uma comissão constitucional.

Este último extremo foi confirmado por De Mistura à imprensa em sua chegada a Sochi.

"Certamente que sim. Isto é muito importante", respondeu o mediador da ONU à pergunta se a criação de comissão constitucional era um os temas da agenda da reunião.

Como é habitual nestas rodadas de negociações, no primeiro dia são realizadas reuniões bilaterais a portas fechadas, enquanto o plenário, no qual é anunciado se houve algum acordo, acontece no segundo dia das conversas.

A rodada de Sochi coincide com a ofensiva do Exercito sírio no sul do país, na qual morreram pelo menos 256 jihadistas do Exército Khaled bin Walid, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Na quinta-feira, em entrevista com veículos de imprensa russos, o presidente sírio, Bashar al Assad, afirmou que um dos próximos objetivos de seu Exército é a libertação da província de Idlib, a última controlada praticamente na sua totalidade pelas milícias rebeldes.

"Há dezenas de milhares de terroristas em Idlib", disse Assad, que também tachou de extremistas os ativistas da ONG "capacetes brancos", parte dos quais foram evacuados há alguns dias à Jordânia através das Colinas do Golã, território sírio ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, de 1967.

O presidente sírio afirmou, além disso, que muitos dos "capacetes brancos" que abandonaram nas últimas semanas o sul do país "foram a Idlib, onde podem viver com seus irmãos terroristas".