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Atentado com bomba deixa 2 mortos e 37 feridos no sul das Filipinas

29/08/2018 05h11

Manila, 29 ago (EFE).- Duas pessoas morreram e outras 37 ficaram feridas após a explosão de uma bomba, na noite de terça-feira, em um festival no sul das Filipinas, que foi reivindicada por um grupo jihadista autodenominado Lutadores pela Liberdade Islâmica do Bangsamoro (BIFF), seguidores do Estado Islâmico (EI).

Este é o segundo atentado na região de maioria muçulmana do país no último mês.

A bomba, instalada em uma motocicleta estacionada, explodiu perto de uma área comercial de Insulan quando estava sendo era realizado o festival Hamungaya por causa do 61º aniversário de fundação da cidade, capital da província de Sultan Kudarat, confirmou hoje em entrevista coletiva o diretor da Polícia Nacional das Filipinas, Oscar Albayalde.

O policial identificou o incidente como um "possível ataque terrorista", já que membros do BIFF revindicaram a autoria do atentado, embora as autoridades ainda não confirmaram essa informação.

Albayalde disse que a Polícia Nacional está em estado de "alerta total" em toda a ilha de Mindanao, localizada no sul do país, diante do risco de mais ataques terroristas, mantendo a lei marcial na região, em vigor desde maio de 2017.

O chefe da Polícia de Insulan, o superintendente Celestino Daniel, afirmou ontem à noite que existe indícios que o objetivo era atacar as forças do governo, já que a bomba explodiu quando um comboio do Exército passava pela região.

Dois soldados estão entre os feridos da explosão que ocorreu também perto de um posto das Forças Armadas Cidadãs, milícias formadas por civis que apoiam o Exército.

Os dois artefatos que não explodiram foram encontrados na área em torno da Câmara Municipal de de Insulan.

As forças de segurança nesta região de Mindanao de maioria muçulmana, agora batizada como Bangsamoro, estavam em alerta vermelho para terrorismo desde que um caminhão-bomba matou dez pessoas em Basilan no dia 31 de julho.

Aquele atentado foi atribuído pelas autoridades ao grupo Abu Sayyaf, também leal ao EI, embora seu comando não tenha assumido sua autoria.