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Após cúpula, Erdogan, Macron e Merkel pedem que povo sírio decida seu futuro

27/10/2018 16h59

Istambul, 27 out (EFE).- O povo sírio deve decidir seu futuro e o que ocorrerá com o atual dirigente do país, Bashar al Assad, afirmou neste sábado o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ao final de uma cúpula realizada em Istambul junto aos governantes de Alemanha, França e Rússia.

"O povo sírio decide o que ocorre com Assad. Para nós, Assad é responsável pela morte de um milhão de pessoas. Para nós, não é uma pessoa para se ter estima. Os massacres continuam ali. Queremos que isto acabe e que o povo sírio decida por si mesmo", disse Erdogan na entrevista coletiva posterior à cúpula.

No mesmo sentido, o presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou que "não é nossa responsabilidade decidir o futuro do povo sírio, mas tomar decisões que permitam ao povo sírio decidir por eles mesmos".

Macron explicou que o comitê de reforma constitucional que se está formando na Síria para redigir uma nova Carta Magna, de acordo com um pacto assinado em janeiro na cidade russa de Sochi, será "um passo para esta solução".

"Não podemos deixar de lado as decisões de Sochi, e estas incluem criar um comitê constitucional. Respeitamos a soberania do povo sírio, mas há um grande volume de gente que fugiu do país. Devemos possibilitar que eles também votem, isso é o que significa soberania", ressaltou o governante francês.

Por sua vez, a chanceler alemã, Angela Merkel, destacou o mesmo ponto, ao assinalar que o comunicado final pactuado na cúpula inclui um chamado para que "todos os sírios possam decidir seu futuro em eleições livres e transparentes, com observadores internacionais".

Este processo "também deve envolver os sírios que tiveram que fugir do seu país", ressaltou a chanceler alemã, antes de lembrar que "o regime sírio matou muita gente na Síria, isso é óbvio, e por isso o processo político não será nada fácil".