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Menino guatemalteco que morreu nos EUA estava gripado, dizem médicos

28/12/2018 16h23

Washington, 28 dez (EFE).- O menino guatemalteco que entrou sem documento nos Estados Unidos e morreu no último dia 24 quando estava sob custódia das autoridades americanas estava gripado, embora ainda não tenha sido possível determinar se essa foi a causa da morte, informou um grupo médico que investiga o caso.

Esse grupo, criado pelo Parlamento do Novo México em 1972, fez uma autópsia no menino de oito anos e, após examinar pulmões e mucosas, fez um exame que deu "positivo" para Influenzavirus B, um dos vírus causadores da gripe. Em comunicado, os médicos disseram que, para "determinar a causa precisa da morte, é necessário fazer uma avaliação extra" em laboratório, por isso ainda não foi possível concluir que a gripe causou o falecimento de Felipe Gómez, como foi identificado.

A criança morreu às 23h48 (horário local) do dia 24, conforme detalhou esta semana o Escritório de Alfândegas e Proteção de Fronteiriça (CBP). O pequeno e o pai foram detidos em 18 de dezembro perto da cidade texana de El Paso, depois de atravessarem a fronteira com o México sem documentos. Eles foram transferidos para centros da CBP diferentes e em 23 de dezembro foram levados para a cidade de Alamogordo, no Novo México.

Foi em Alamogordo onde, no dia seguinte, um agente observou que o menino estava tossindo e tinha os "olhos brilhantes". Ele foi levado ao Hospital Gerald Champion Regional e lá os médicos disseram que Felipe sofria de um resfriado comum. Depois, verificaram que a criança tinha febre de 39,5 graus e decidiram deixá-la por mais 90 minutos em observação.

Ao ter alta, ele recebeu uma receita médica para tomar ibuprofeno e amoxicilina. No entanto, a saúde do menor piorou e ele começou a sentir náuseas e vômitos. Os agentes migratórios o levaram outra vez ao hospital, onde faleceu.

Este é a segunda criança que morre sob custódia das autoridades americanas no mês de dezembro. No dia 8, a guatemalteca Jakelin Caal, de sete anos, morreu em um hospital de El Paso, depois de ter cruzado ilegalmente a fronteira do México com o pai.

O governo dos Estados Unidos evita a responsabilidade pelas mortes imigrantes e responsabiliza traficantes, contrabandistas e os próprios pais das crianças de "coloca-las em risco" ao embarcar na viagem. Em ambos os casos, as autoridades guatemaltecas pediram aos Estados Unidos uma investigação "clara". EFE