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EUA sancionam 4 governadores venezuelanos por bloqueio de ajuda

25/02/2019 15h47

Washington, 25 fev (EFE).- O governo dos Estados Unidos impôs esta segunda-feira novas sanções econômicas a quatro governadores venezuelanos, ligados ao presidente Nicolás Maduro, acusados de envolvimento no bloqueio da entrega de ajuda humanitária e "de endêmica corrupção".

"As tentativas do ilegítimo regime de Maduro de bloquear a ajuda humanitária destinada ao povo venezuelano são vergonhosas. O Tesouro está sancionando quatro governadores ligados ao ex-presidente Maduro por conter uma assistência humanitária muito necessária", disse o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

Os políticos punidos são os governadores dos estados de Apure, Ramón Carrizalez; Zulia, Omar José Prieto; - na fronteira com a Colômbia - Carabobo, Rafael Lacava; e Vargas, Jorge García Carneiro -com importantes portos. Com isso, ficam congelados os ativos que eles possam ter sob jurisdição americana e fica proibida a realização de transações financeiras por parte de entidades dos Estados Unidos.

"Os Estados Unidos apoiam totalmente os esforços do líder do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que no mês passado se declarou presidente interino desse país, para enfrentar a endêmica corrupção, os abusos de direitos humanos e a violenta repressão que se transformaram no selo do regime de Maduro", ressaltou Mnuchin.

Paralelamente, o Departamento de Estado lançou um comunicado ressaltando que os Estados Unidos "não permanecerão parados enquanto o povo da Venezuela tem ajuda básica negada e sofre sem necessidade".

"Estas ações têm consequências", acrescentou a nota.

A nova rodada de sanções acontece depois do aumento da tensão na Venezuela. No último fim de semana, opositores venezuelanos trataram entrar através das fronteiras brasileira e colombiana com caminhões de ajuda humanitária internacional no país e foram impedidos pelas forças governamentais. Quatro pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

Hoje, o vice-presidente americano, Mike Pence, está na Colômbia para demonstrar "firme" apoio a Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela no dia 23 de janeiro, e para participar da reunião do Grupo de Lima, convocada para analisar a crise.

A Venezuela vive uma situação de instabilidade política desde 10 de janeiro, quando Maduro voltou a tomar posse como presidente, após a realização das eleições de maio do ano passado. O pleito não é reconhecido por parte da comunidade internacional. EFE