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Mãe é presa por abusar de 7 filhos e forcá-los a atuar em vídeos do YouTube

20/03/2019 01h54

Phoenix (EUA), 20 mar (EFE).- Uma mãe do Arizona, nos Estados Unidos, que tinha milhares de assinaturas em seu canal no YouTube, foi presa por suspeita de maus-tratos e abuso físico de seus sete filhos adotivos, a quem ela obrigava a atuar na plataforma de compartilhamento de vídeos, segundo informações da imprensa local.

Machelle Hackney, de 48 anos, foi detida depois de que agentes da polícia do Condado de Maricopa encontraram as crianças trancadas em seus armários, desidratadas e desnutridas, como consequência de castigos impostos pela mãe, entre outras razões, por esquecer suas falas ou não atuar segundo suas instruções.

As crianças disseram aos policiais que tinham sido borrifadas com spray de pimenta, espancadas, forçadas a tomar banho em banheira com gelo, além de ficarem trancadas por dias em um armário sem comida, água ou acesso ao banheiro.

No último dia 13, a filha biológica de Machelle alertou aos policiais sobre o caso. Em seguida, os agentes informaram que as crianças foram encontradas pálidas, fracas e com olheiras.

Os menores disseram que estavam com sede e fome. Enquanto os oficiais falavam com uma das crianças, esta bebeu três garrafas de água em um período de 20 minutos. Ela descreveu que Machelle Hackney jogou gás de pimenta várias vezes, como forma de punição.

O Departamento de Serviços para Crianças (DCS, sigla em inglês) tirou as sete crianças da custódia de Machelle.

Quando a polícia revistou a casa, encontrou duas latas de spray de pimenta no quarto da mãe adotiva, um armário com um ferrolho de segurança e um quarto sem janelas, com móveis, cobertores, roupa ou brinquedos dentro.

As crianças disseram que a mulher os tirou da escola para que gravassem a série "Fantastic Adventures", que divulgava no seu canal no YouTube, onde alguns vídeos têm milhões de visitas.

As crianças asseguraram que há anos não frequentam a escola.

De acordo com os policiais, a mulher chegou a jogar gás de pimenta na vagina de uma garota, que ficou com dores durante quatro a cinco dias. EFE