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Condado nos EUA veta espaço público a menores de 18 sem vacina contra sarampo

26/03/2019 17h32

Nova York, 26 mar (EFE).- O condado de Rockland, nos arredores da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, proibirá a partir de amanhã que os menores de 18 anos que não estejam vacinados contra o sarampo possam estar em espaços públicos, em resposta a um forte surto desta doença na região.

A decisão, anunciada nesta terça-feira pelas autoridades locais, é parte da declaração do estado de emergência decretado depois que foram confirmados cerca de 150 casos de sarampo neste condado de pouco mais de 300.000 habitantes.

A grande maioria dos contagiados são menores e o surto afetou especialmente comunidades de judeus ultraortodoxos, nas quais as taxas de vacinação costumam ser inferiores.

A declaração de emergência valerá, por enquanto, por um período de 30 dias.

"Esta é uma crise de saúde pública e é o momento de acionar o sinal de alarme", afirmou em entrevista coletiva o chefe do Executivo do condado, Ed Day.

Segundo Day, é a primeira vez que uma medida como esta é tomada nos Estados Unidos e as autoridades esperam que sirva para que os pais de crianças não vacinadas entendam a necessidade de fazê-lo.

O responsável do condado disse ainda que as autoridades não vão perseguir pessoas pelas ruas, mas esperam que os cidadãos cumpram a ordem.

Se não cumpri-la, os cidadãos serão enquadrados na categoria de falta leve, com pequenas penas de prisão e multas.

Perguntado pelos jornalistas, Day assegurou que os líderes das comunidades ultraortodoxas estão cooperando e disse que os rabinos fizeram pedidos públicos para insistir que não há exceções religiosas às vacinações.

Os Estados Unidos declararam no ano 2000 que o sarampo tinha sido eliminado no país, mas desde então houve diferentes surtos.

Neste ano, foram confirmados nos EUA 314 casos em 15 estados, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Em 2018 houve, no total, 17 surtos, os maiores em Nova York e Nova Jersey, principalmente entre membros de comunidades judaicas ultraortodoxas que não tinham sido vacinados. EFE