PUBLICIDADE
Topo

Milícias de Gaza voltam a lançar projéteis, e Israel responde com bombardeios

31.mar.2019 - Parentes do adolescente Bilal al-Najjar, 17, choram durante seu funeral em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza. Ele está entre as quatro pessoas mortas ontem por disparos israelenses, segundo autoridades palestina  - Mahmud Hams/AFP
31.mar.2019 - Parentes do adolescente Bilal al-Najjar, 17, choram durante seu funeral em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza. Ele está entre as quatro pessoas mortas ontem por disparos israelenses, segundo autoridades palestina Imagem: Mahmud Hams/AFP

31/03/2019 03h14

As milícias palestinas de Gaza lançaram pelo menos cinco projéteis contra o território de Israel na madrugada de hoje, sem deixar vítimas até o momento, enquanto o exército israelense respondeu com bombardeios sobre alvos militares.

Os projéteis lançados da Faixa, controlada pelo movimento islamita Hamas e sob bloqueio israelense desde 2007, acionaram as sirenes antiaéreas no Conselho Regional de Eshkol, obrigando a população a correr aos refúgios.

"Cinco lançamentos foram identificados da Faixa de Gaza rumo a território israelense", informou o exército, que não detalhou se eram foguetes, bombas ou outro tipo de disparos.

Por volta das 3h30 (horário local, 21h30 de sábado em Brasília), os militares explicaram em comunicado que, "em resposta" aos projéteis, "tanques das Forças de Defesa de Israel atacaram um número de postos militares do Hamas" no enclave.

Ontem aconteceu uma mobilização em massa na Faixa para comemorar o primeiro aniversário da denominada Grande Marcha do Retorno, que se iniciou há um ano com passeatas de protesto contra o bloqueio e exigindo o regresso dos refugiados aos seus lares.

Em paralelo às marchas, também ocorreram neste último ano dezenas de incidentes violentos contra a cerca de separação, lançamentos de centenas balões e bombas que provocaram incêndios em Israel e oito ondas de violência com projéteis e bombardeios de resposta, a última esta semana.

Neste período morreram 275 palestinos, 198 deles nas manifestações e o restante em outros incidentes violentos, e dois soldados israelenses.