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Estado Islâmico reivindica primeiro ataque na República Democrática do Congo

19/04/2019 08h29

Kinshasa, 19 abr (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou pela primeira vez um ataque na República Democrática do Congo (RDC), um país já muito castigado pela violência de dezenas de grupos armados e por um surto de ebola que segue sem controle, informaram nesta sexta-feira veículos de imprensa locais.

O atentado do EI teve como alvo um posto das Forças Armadas da República Democrática do Congo (conhecidas pelas sigla em francês Fardc) na região de Kamango, no nordeste do país e junto à fronteira com Uganda, segundo detalhou nesta sexta-feira o jornal "Kinshasa Times".

A reivindicação do ataque por parte do EI foi confirmada por informações divulgadas pela agência de notícias "Amaq", filiada ao grupo jihadista.

A imprensa congolesa informou que a operação do EI aconteceu na terça-feira, deixou pelo menos dois soldados mortos e a princípio havia sido atribuída aos rebeldes ugandenses das Forças Democráticas Aliadas (ADF).

O anúncio do EI confirma as crescentes suspeitas da presença de redes do terrorismo jihadista internacional na RDC e de seus possíveis vínculos com as ADF, um grupo armado que perpetra frequentemente ataques contra civis nesta região do país.

Em uma recente viagem de trabalho aos Estados Unidos, o presidente congolês, Félix Tshisekedi, pediu apoio para lutar contra esta ameaça e anunciou que seu país se envolveria na luta internacional contra o terrorismo.

A RDC - e, mais concretamente, sua região nordeste - está há anos imersa em um longo conflito alimentado pela presença de dezenas de grupos armados rebeldes, apesar da atividade do Exército congolês e da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco).

Trata-se da mesma região onde, desde agosto, 843 pessoas morreram em decorrência do ebola, no surto mais letal da história do país. EFE

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