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May diz que apresentará projeto de lei do Brexit na sexta-feira

Theresa May - Isabel Infantes/Xinhua
Theresa May Imagem: Isabel Infantes/Xinhua

22/05/2019 12h31

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou hoje na Câmara dos Comuns que apresentará o projeto de lei sobre o Brexit na sexta-feira, de modo que os deputados tenham tempo de estudá-lo antes que seja votado no começo de junho.

May pediu para os parlamentares apoiem a tramitação para assegurar a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) antes do recesso estival. O acordo negociado com o bloco já foi rejeitado três vezes pelos deputados.

A governante, que enfrenta grande pressão para que renuncie ao cargo, enfatizou as dez promessas já feitas na terça-feira aos deputados em troca da aprovação do texto, entre elas a votação sobre a eventual realização de um segundo referendo.

O projeto de lei deveria, a princípio, ser votado quando a Câmara dos Comuns ratificasse o pacto elaborado com Bruxelas, mas, como isso não aconteceu, a chefe do governo decidiu impulsionar a legislação como outro caminho para apoiar o tratado.

No entanto, tanto a oposição trabalhista como boa parte dos 'tories' rejeitaram essa complicada manobra e anteciparam que votarão contra o texto na primeira fase do trâmite parlamentar.

O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, disse hoje que o "novo plano do Brexit" é apenas "uma versão" do anterior e lamentou que o governo "não tenha modificado a sua postura".

May não disse qual será a data da primeira votação do projeto de lei - que seria seguida pela apresentação de emendas ao mesmo - e se limitou a comentar que será depois do recesso parlamentar previsto de 27 de maio a 2 de junho.

Previamente, o governo indicou que a lei seria votada na semana do dia 3 de junho, que coincide com uma visita de Estado do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Reino Unido.

A primeira-ministra britânica implorou ontem para que os deputados apoiem a lei sobre o acordo do Brexit. Se o texto for aprovado, May se compromete a submeter à votação a possibilidade de realizar um novo referendo, além de garantir uma união aduaneira temporária e a proteção dos direitos dos trabalhadores.

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